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"Querem se comparar com a PJC, mas são carreiras diferentes"

"Querem se comparar com a PJC, mas são carreiras diferentes"


Mendes diz que está aberto ao diálogo com a categoria, mas que agirá com responsabilidade

O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que está disposto a dialogar com os policiais penais, que reivindicam reajuste salarial, mas afirmou que o assunto tem que ser tratado com responsabilidade.

Ele criticou as comparações feitas pelos servidores com os salários de outras carreiras, como da Polícia Civil.

Os policiais penais entraram em greve em dezembro e suspenderam o movimento na semana passada para reunião com representantes do Palácio Paiaguás. A greve permanece suspensa e uma nova reunião está agendada para fevereiro.

Em entrevista à Rádio CBN Cuiabá, Mendes disse que não irá ceder à pressão e tratará o assunto com cuidado para não prejudicar as finanças do Estado.

“Eles querem se comparar com a Polícia Civil, mas são carreiras diferentes, concursos diferentes. O Governo vai sempre dialogar e quando possível fazer alguma coisa. Mas se for impossível, vamos explicar e fazer o que é melhor para o conjunto da administração”, acrescentou.

O governador afirmou, ainda, que toda reivindicação é legítima, mas que isso não quer dizer que o Governo irá acatar qualquer pedido.

Hoje, o salário médio da Polícia Penal é muito próximo da Polícia Militar. Se o cara pede aumento e eu dou, aí vem a PM fazer greve também

Ele, inclusive, reconheceu que o salário inicial da carreira do policial penal, de R$ 3,4 mil, está baixo, mas alegou que a remuneração melhora com a progressão da carreira.

“A Polícia Penal têm um salário inicial que é baixo, sim, no início da carreira, mas logo após três anos, vai subindo. Hoje, o salário médio da Polícia Penal é muito próximo da Polícia Militar. Se o cara pede aumento e eu dou, aí vem a PM fazer greve também, vem a Polícia Civil, a Educação, a Saúde”, afirmou.

“Todo mundo vai querer fazer greve, o Estado vai aumentar e o cidadão que está pagando imposto [que é prejudicado]. Porque ninguém gosta de pagar imposto, mas gosta menos ainda de não ver retorno. Eu não posso deixar o Estado ficar cobrando imposto só para pagar salário”, criticou.

Segundo melhor salário

Por fim, Mendes defendeu o salário pago em Mato Grosso aos 70 mil servidores de um modo geral. Segundo eles, os números mostram que é um dos melhores do país.

“Hoje, o salário médio do Estado de Mato Grosso é o segundo melhor do Brasil. Nós só perdemos para o Distrito Federal, para Brasília, porque lá todo mundo sabe, o salário é cima da grande maioria dos profissionais”, completou.

Greve

Os servidores entraram em greve no dia 16 de dezembro, tendo sofrido derrotas na Justiça nesse período, com a declaração da ilegalidade do movimento, multa aos dirigentes e corte de ponto de servidores.

Mendes afirmou em mais de uma ocasião que não negocia com grevistas e que a categoria seria responsabilizada por qualquer efeito negativo que o movimento pudesse levar ao sistema prisional do Estado, entre eles eventuais rebeliões de presos.

A categoria então suspendeu a greve para retomar as negociações com o Governo.

 

 

LISLAINE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO

 

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