01/03/2014 - Mais nove escolas do Grupo de Acesso A desfilam no sábado no Rio

No segundo dia de desfiles da Série A do Grupo de Acesso mais nove escolas de samba vão se apresentar no Sambódromo do Rio neste sábado (1º) a partir das 21h. Na sexta-feira (28) na abertura do carnaval, oito escolas desfilaram pela Passarela do Samba.

 

Este ano, a disputa promete ser acirrada já que somente a campeã conquistará o direito de subir ao Grupo Especial em 2015, e as três agremiações que obtiverem as notas mais baixas descerão para a Série B. Todas as escolas têm de 45 minutos a 55 minutos para desfilar. A primeira a entrar na Sapucaí, no sábado (1º de março), às 21h, é a Tradição, que vai reeditar o enredo “Sonhar com rei dá leão”, que deu o título à Beija-Flor de Nilópolis em 1976. O carnavalesco Orlando Júnior, através do mundo dos sonhos, vai levar o público à origem dos jogos.

 

E vai lembrar que desde os antigos egípcios, gregos e romanos, os sonhos são tidos como presságios. A escola também vai prestar uma homenagem ao presidente de honra da Portela e grande inspirador da Tradição, o falecido Natal (em 2015 complatam 40 anos de sua morte).

 

   A escola é presidida desde sua fundação pelo seu filho, Nésio Nascimento. saiba mais Reedição de sambas clássicos marca 1º dia de desfiles da Série A do Rio Logo em seguida, entra na avenida a Alegria da Zona Sul, que vai defender o enredo “Sacopenapã”, criado pela comissão de carnaval da escola. Única representante da Zona Sul da cidade na Série A, a escola vai contar a história do mais famoso bairro do Rio, Copacabana, desde o nome vindo da padroeira Nossa Senhora de Copacabana, até os dias de hoje.

A terceira escola a se apresentar vai ser a União do Parque Curicica, que promete muita animação com o enredo “Na garrafa, no barril, salve a cachaça! – Patrimônio Cultural do Brasil”, do carnavalesco Mauro Quintaes. A escola vai contar a história da bebida genuinamente nacional, derivada da cana de açúcar e descoberta pelos portugueses quando aqui chegaram.  

 

A Caprichosos de Pilares vai contar a história dos malandros e mulatas e do bairro mais boêmio do Rio, a Lapa. O carnavalesco Amauri Santos vai destacar os Arcos da Lapa e falar um pouco dos cabarés, dos bares frequentados por poetas que buscavam inspiração na noite. Tudo isso será contado no enredo “Dos malandros e das madames: Lapa, a estrela da noite carioca”. A quinta escola a desfilar, a Unidos do Viradouro, vai aproveitar o enredo “Sou a terra de Ismael, Guanabaran eu vou cruzar. Pra você tiro o chapéu, Rio, eu vim te abraçar”, do carnavalesco João Vítor Araújo para cantar o orgulho de ser de Niterói, cidade da Região Metropolitana do Rio. Com o enredo “Um Rio à beira-mar: ventos do passado em direção ao futuro!”, a Estácio de Sá vai falar da Baía de Guanabara.

 

O carnavalesco Jack Vasconcelos vai destacar os principais pontos do Rio, a cidade que cresceu em torno do mar. A Acadêmicos de Santa Cruz vai contar a história da cidade paulista de Jundiaí, com o enredo “Do toque do criador à cidade mais saudável do Brasil. Jundiaí, uma referência nacional”. A comissão de carnaval vai lembrar desde os primeiros habitantes, os índios guerreiros e destemidos de origem tupi-guarani, até os dias de hoje com o desenvolvimento da agricultura e da indústria, que propiciam grande qualidade de vida a seus habitantes. Curiosidade e mistério se misturam no enredo “Decifra-me ou te devoro: enigmas – chaves da vida”, da Unidos de Padre Miguel.

 

O carnavalesco Edson Pereira vai levar para a avenida os mistérios que envolvem a construção das pirâmides do Egito, das linhas de Nazca dos moais, de e da Pedra do Ingá, entre outros.

 

E vai buscar junto com público decifrar o futuro. A Acadêmicos do Cubango, que será a última escola do Grupo de Acesso a se apresentar neste carnaval, vai fechar o desfile com o enredo “Continente negro - uma epopeia africana”, do carnavalesco Márcio Puluker, que revelar ao público a cultura de nossos ancestrais, já que o primeiro homem de que se tem conhecimento nasceu na África, um lugar de natureza exuberante e intenso contrastes sociais. E lembrar que carnaval brasileiro está intimamente ligado à cultura africana.

 

G1 

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