01/04/2014 - Dante começa luta contra ditadura ainda na década de 70, lembra viúva

O ex-governador de Mato Grosso e, à época, deputado federal, Dante de Oliveira (já falecido) é lembrado, atualmente, como a liderança do Estado com maior projeção nos anos em que esteve em vigor no país a ditadura. Neste 31 de março, o golpe militar completa 50 anos. 

 

Em 2 de março de 1983, o então parlamentar mato-grossense apresentou no Congresso Nacional a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 5, que propunha eleição direta para a presidência da República. Até então, no Brasil, imperava o regime ditatorial marcado pela abstinência democrática. A proposição de Dante, no entanto, foi rejeitada em 26 de abril de 1984.  O fato daria início a uma intensa mobilização popular e política pela restauração das eleições diretas.

 

Para Thelma de Oliveira, viúva de Dante, a história marcante política do companheiro, todavia, começou muito antes daquele 1983. “Todo processo que ele participou começou no Rio de Janeiro, na década de 70, quando vivíamos cotidianamente a ditadura, com militares que restringiam a liberdade da população. Desde a universidade, ele sabia deste anseio por mudança e a proposição da emenda foi uma expressão da vontade popular”, lembra.

 

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Dante de Oliveira foi um dos maiores defensores do fim da ditadura no Brasil

 

À época com 32 anos, Dante se aliou ao grupo liderado pelo deputado Ulysses Guimarães (MDB-SP), o "Senhor Diretas", e que incluía ainda o senador Teotônio Vilela, o então líder metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva e o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, entre outros que sonhavam com a existência de um presidente eleito pelo povo.

 

Além de governador e deputado federal, Dante foi vice-presidente nacional do PSDB e presidente do partido no Estado. Em 2006, faleceu em Cuiabá vítima de uma pneumonia, com quadro agravado pelo diabetes.

 

A sua expressividade será homenageada nos dias 31 de março, 1º e 2 de abril, com uma mostra fotográfica aberta ao público, na Câmara de Cuiabá. Os arquivos pertencem ao Instituto Dante de Oliveira e também estarão no documentário, filme e minissérie “Diretas Já – 30 Anos”, em fase de pré-produção.

 

Thaisa Pimpão

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