01/07/2015 - Médicos alegam falta de estrutura e param de atender 100% em Cuiabá

Em greve há 14 dias, os médicos da rede municipal de Cuiabá paralisaram 100% das atividades nos ambulatórios e unidades básicas nesta terça-feira (30) para cobrar melhores condições de trabalho, bem como a contratação de mais profissionais e aumento salarial. Segundo a presidente do Sindicato dos Médicos de Mato Grosso (Sindimed), Eliana Siqueira Carvalho, os atendimentos são intercalados, sendo 80% em uma semana e 60% em outra.

 

Segundo a prefeitura, o prefeito Mauro Mendes (PSB) vai dar posse hoje aos primeiros 43 médicos de um total de 86 aprovados no concurso público realizado em janeiro neste ano. Os profissionais concursados exercerão suas atividades nas áreas de clínica geral, medicina intensivista e pediatria nas unidades de saúde da rede básica e secundária.

 

“Mesmo com os novos médicos, as necessidades não serão supridas. Fizeram o concurso em janeiro e só em julho a prefeitura vai dar posse. Ficamos quatro meses com a escala defasada”, disse a sindicalista.

 

A greve da categoria começou no dia 16 desse mês em protesto pelo descumprimento de um acordo feito em 2009 com a administração municipal para melhorias das condições de trabalho. Os médicos alegam ainda que a prefeitura não convocou o número suficiente de médicos aprovados no último concurso público e pede ainda o pagamento do piso nacional da categoria, de R$ 11.675, para uma jornada de 20 horas semanais.

 

“O médico de Cuiabá está com as mãos amarradas no serviço da população e sobrecarregados por falta de contratação. A dificuldade da contratação surge também pelos baixos salários pagos”, explicou a presidente do Sindimed.

 

Os médicos concursados ganham em média R$ 3,5 mil para 20 horas semanais. Já os contratados ganham R$ 2.370, além de gratificações e prêmios, que, segundo Eliana, não são incorporados ao salário. “Estamos propondo a incorporação de todos os prêmios a esse salário de R$ 3,5 mil e equiparar o salário dos médicos contratados e concursados”, falou Eliana.

 

Nos plantões durante a semana os médicos ganham em média R$ 5 mil com gratificações e horas extras e aos fins de semana, sexta a noite, sábado e domingo recebem cerca de R$ 9 mil, são R$ 690 por plantão, disse a presidente do Sindimed.

 

Além de reivindicar melhores salários, a categoria reclama da falta de profissionais de enfermagem, técnicos, porteiros e coordenadores nas unidades de urgência e emergência. Os médicos também não concordam com o fechamento das policlínicas do Coxipó, Pedra 90 e Osmar Cabral por causa da inauguração da Unidade de Pronto Atendimento do Bairro Pedra 90.

 

 

Da Redação

 

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