01/07/2016 - Após greve de 24 dias e prejuízo de quase R$ 800 mi, servidores do Indea e Intermat retomam atividades

01/07/2016 - Após greve de 24 dias e prejuízo de quase R$ 800 mi, servidores do Indea e Intermat retomam atividades

Após aprovação do pagamento parcial do Revisão Geral Anual (RGA), funcionários dos Institutos de Defesa Agropecuária e de Terras de Mato Grosso, respectivamente, Indea e Intermat, decidiram, na manhã desta quinta-feira (30), pelo retorno ao trabalho. As atividades serão retomadas gradualmente, a partir de hoje e chegarão a sua totalidade, em unidades abertas nos 141 municípios, apenas na próxima segunda-feira (4).

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Agrícola, Agrário, Pecuário e Florestal do Estado de Mato Grosso (Sintap), Diany Dias, avalia que o resultado da greve foi uma prova da força que os servidores destas bases têm junto à economia do Estado. Além disso, a união demonstrada é o que leva entidade a traçar estratégias de luta desde já, a fim de garantir a RGA de 2016, que tem data-base em maio de 2017, de forma que os trabalhadores não saiam mais perdendo poder aquisitivo.

Ela reforça que com a paralisação, quem mais perdeu não foram os servidores e sim a economia do Estado, que contabilizou um prejuízo de quase R$ 800 milhões no setor agropecuário. A situação é atribuída a inabilidade de negociação do governo, que não teria, na opinião dos servidores, vontade política para abraçar as sugestões do Fórum Sindical e conseguir aumentar a Receita Estadual sem que fosse preciso cortar na carne dos funcionários públicos.

"Em todos os momentos a única saída apresentada pela equipe econômica do governo sempre foi economizar por intervenções nos salários dos que mais sofrem,que são os servidores. Primeiro foi a ameaça de mudança de data de pagamento para o dia 10, depois que  atrasaria se pagasse a integralidade daRGA e agora esses 7,36% sem o aval do Fórum Sindical colocado goela abaixo dos sindicalistas e suas bases”, disse.

Com a volta ao trabalho as Guias de Transporte Animal (GTAs) voltam a ser emitidas. Esse documento, conforme a presidente é bom parâmetro do quanto a greve teve de adesão. Para se ter uma  ideia, em 2015, entre os dias 6 e16 de junho o Indea emitiu 60 mil GTAs e, em 2016, no mesmo período, apenas 19 mil sendo somente 7 mil emitidos pelos servidores em atendimento à liminares e acordos com entidades. O  restante desse número é do chamado módulo produtor.

Corte de ponto e portarias

Outra ação que começa a ocorrer de forma mais incisiva por parte do Sintap será relativa ao corte do ponto. A assessoria jurídica do sindicato explica que, no tocante a esse assunto, como a Justiça notificou a pessoa errada informando da ilegalidade da greve do Sintap e, nesse intervalo de tempo, o Sintep conseguiu que a Justiça desse a legalidade na paralisação dos professores, tudo isso será juntado numa peça jurídica questionando esse impasse do porque uma é legal e a outra ilegal e também a confusão para a notificação do verdadeiro representante sindical.

Nesse cenário, de acordo com a assessoria  jurídica do Sintap, não pode haver o corte do ponto. A assessoria jurídica também vai tomar providências acerca das portarias 19 e 20 publicadas no Diário Oficial do último dia 28 onde o presidente do Indea, Guilherme Nolasco, assedia os servidores da autarquia a voltarem ao trabalho alegando que a greve passou de 20 dias e que haverá corte de ponto. “Em primeiro lugar uma greve não tem prazo e em segundo, como quer cortar o ponto alegando ilegalidade se não fomos notificados disso?”, questiona a presidente. Ela frisa ainda que, lutar ainda mais para melhorar as condições de trabalho no Intermat e Indea será a maior prioridade do Sintap daqui em diante.

 

 

 

Da Redação - André Garcia Santana

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