01/09/2015 - À Polícia, homem nega que esposa tenha jogado tinta em formanda

01/09/2015 - À Polícia, homem nega que esposa tenha jogado tinta em formanda

Um caminhoneiro de 33 anos, que teve um relacionamento com a formanda Sirene Luzia Correia, de 31 anos, prestou depoimento à Polícia Civil na última sexta-feira (28).

Sirene foi atingida por tinta óleo automotiva momentos antes de entrar para sua cerimônia de colação de grau, no dia 26, no Hotel Fazenda Mato Grosso, localizado no bairro Coophema, na Capital. 

À Polícia, o caminhoneiro negou que a esposa - até então, a principal suspeita de ordenar o ataque - tenha sido responsável pela agressão à ex-namorada, segundo o delegado responsável pelas investigações, Simael Ferreira, da 3ª Delegacia de Polícia de Cuiabá. 

De acordo com o delegado, o caminhoneiro - que não terá o nome divulgado -, contou que, no dia do fato, ele, a esposa, a filha e a sogra estavam em casa. 

Ao delegado, o homem disse, ainda, que a mulher não sabe do seu antigo caso com a formanda, até hoje. 

Para o caminhoneiro, se a mulher houvesse descoberto a traição, ela discutiria com ele em casa, o que não aconteceu, segundo ele. 

“Segundo o caminhoneiro, a esposa não teria o sangue frio de descobrir que foi traída e preparar uma vingança contra a ex-amante sem antes brigar com ele”, disse o delegado. 

De acordo com Simael Ferreira, após a polícia receber as imagens da câmera de segurança do hotel, o caminhoneiro deverá ser intimado a comparecer novamente à delegacia. 

“Vamos mostrar as imagens para ele, para ver se ele reconhece que a agressora é a esposa. Mas, se ele confirmar, mais uma vez, que não é a mulher dele, avisei que as imagens serão divulgadas na imprensa. Destaquei que é melhor ela saber por ele de tudo que aconteceu, do que pela mídia”, afirmou.

Conforme o delegado, as imagens devem chegar à Delegacia até esta quinta-feira (3). 

O delegado disse, também, que ainda nesta semana, vai intimar a formanda a prestar um novo depoimento. 

“Agora, ela já deve estar mais recuperada e, quem sabe, nos informe sobre mais alguma novidade”, concluiu. 

O caso

Sirene Correia cursou Administração na Universidade de Cuiabá (Unic) e pegaria o diploma de conclusão do ensino superior no dia do incidente. 

Enquanto a universitária aguardava para colar grau, vestida de beca, uma mulher aproximou-se dela, a chamou pelo nome e jogou aproximadamente 500 ml de tinta em seu 'rosto. 

Ela sofreu queimaduras e foi levada até a Policlínica do Coxipó, onde a equipe de médicos tratou a jovem com um óleo à base de banana para retirar a tinta. 

A instituição em que a jovem estuda deve esperar a recuperação dela para marcar um nova cerimônia.

 

 

Thaiza Assunção 
Da Redação

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