01/09/2015 - DuPont faz evento de gala para premiar produtores; três são de Mato Grosso

A DuPont Proteção de Cultivos realizou na última sexta-feira (28) a premiação dos sojicultores vencedores do concurso Dupont Colheita Farta na safra 2014-15.

 

Cenário MT viajou até São Paulo a convite da empresa para cobrir o evento, que também contou com a presença de renomados jornalistas voltados para a área do agronegócio.

 

O ex-ministro da agricultura e atual coordenador do Centro de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas, Roberto Rodrigues abrilhantou o evento, com uma palestra descontraída e esclarecedora.

 

Dentre os vários assuntos abordados por Rodrigues, está a preocupação com a crise econômica que assola não somente o Brasil, mas também o mundo. De acordo com ele, o mundo está vivenciando atualmente um cenário conflituoso e não há lideranças capazes de mudar a situação.

 

falta de rumo dos governantes deixa a crise com uma proporção a se perder de vista. “Há uma carência de líderes com uma visão que entenda previamente sinais de crises a fim de prevenir as tempestades”, disse o ex-ministro.

 

Ele afirmou que essa tempestade que amedronta e esfacela a economia de diversos países é uma ameaça, mas não é o fim. O agronegócio brasileiro, por exemplo, está em um constante crescimento e, o Brasil faz parte de um grupo restrito com grande potencial de expansão.

 

No evento foram apresentados números, como do PIB agro que em 2014 foi de 24%, ou seja, R$ 1,18 trilhão. As exportações saltaram de US$ 39,0 bi em 2004 para US$ 96,8 bi em 2014.

 

A projeção da produção mundial de alimentos até 2020, de acordo com a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) deverá ser de 20%, para atender a demanda.  A boa notícia é que o Brasil é o país que mais ampliará esse crescimento, estimado em 40% no mesmo período. Entre 1991 a 2014 a produção brasileira de grãos cresceu 234%, enquanto a área para cultivo expandiu 50%.

 

O ex-ministro deixou claro a preocupação com o meio ambiente, dando ênfase ao plano ABC (Agricultura de Baixo Carbono), que visa uma agricultura sustentável, reduzindo os impactos ambientais provocados pela atividade.

 

Após a conversa extasiada do ex-ministro diante dos convidados presentes, foi a vez da Dupontmostrar os motivos pelos quais coleciona uma história de sucesso no mercado mundial. Presente em mais de 90 países, essa marca, que tem em torno de 200 anos, nasceu para ser líder.

 

Com a qualidade que somente uma grande e respeitada empresa possui, a DuPont inova cientificamente para ajudar a superar os desafios que o mundo enfrenta. Os produtos agrícolas são um exemplo claro da eficiência que a empresa oferece.

 

Contrapondo-se com os prós, há também os contras. O grande problema que a DuPont encontrou no Brasil, foi o fato da legislação ser extremamente lenta no sentido da legalização dos produtos, para que eles sejam colocados à venda no mercado. A consequência dessa interminável espera se reflete na ilegalidade que muitas vezes traz prejuízos para produtores.

 

Algumas vítimas simplesmente são enganadas, pois são lesados por alguém que vende produtos falsificados. Outros aderem ao contrabando e, nesta modalidade o agricultor sabe que a procedência é desconhecida, mesmo assim, efetua a compra.

 

Diante de todos os desafios, o que há de certeza, é que a crise somente fortaleceu a marca. A perspectiva é de crescimento, pois há em torno de 28 novas moléculas esperando para serem regularizadas e lançadas.

 

A PREMIAÇÃO

O concurso DuPont Colheita Farta teve um total de 308 inscritos, o qual treze finalistas foram selecionados para a final nas etapas regionais do concurso, realizadas até o mês anterior em toda a fronteira agrícola brasileira.

 

Cada produtor reservou cerca de 30 hectares cultivados com a oleaginosa para aplicar exclusivamente o programa DuPont Soja no controle de pragas e doenças. O monitoramento das lavouras inscritas ocorreu durante toda a safra.

Três produtores de Mato Grosso foram premiados. O produtor Deórgenes Fredy Rame, que possui uma fazenda em Itaúba-MT, conseguiu obter um resultado de 77,67/ha.

 

Em entrevista ao CenárioMT, Deorgenes disse que é a sua terceira participação no Colheita Farta, sendo a segunda vez que consegue sair com o prêmio.

 

Nesse ano o sojicultor ficou em sétimo lugar na categoria Torre Cerrado.  "Sempre utilizo produtos de alta tecnologia, com aplicações em horários corretos, obedecendo criteriosamente as orientações". disse o agricultor, satisfeito com o produto da DuPont.

 

VEJA A LISTA DOS PRODUTORES CAMPEÕES

 

TORRE CERRADO

 

1° LUGAR: Eduardo Basso Valim, Sidrolândia (MS): 93,43/ha

2° LUGAR: Mário José Possamai, Canarana (MT): 90,68/ha

3°LUGAR: Elton  Zanella, Campos de Júlio (MT): 83,33/ha

4° LUGAR: Maria G. Fries e Filhos, Mineiros (BA): 82,33/ha

5° LUGAR: Dirceu Montani: São Desidério (BA): 81,33/ha

6° LUGAR: Leivandro Fritzen: Gilbués (PI): 77,73/há

7° LUGAR: Deorgenes Fredy Rame: Itaúba (MT): 77,67/ha

 

TORRE LESTE

1° LUGAR: Alexandre Seitz: Guarapuava (PR): 109,31/ha

2° LUGAR: Walter Paini: Corbélia (PR): 99,00/há

3° LUGAR: Rogério Ferreira Pacheco: Carazinho (RS): 94,47/ha

4° LUGAR: Massaru Hachiya: Bonfinópolis de Minas (MG): 89,07/ha

5° LUGAR: Oswaldo Corso: Iguatama (MG): 88,81/há

6° LUGAR: Mauricio Liscio Lisauskas: Itapeva (SP): 80,94/ha

 

 

 

 

Comentários

Nenhum comentário encontrado.

Novo comentário