01/09/2015 - Roseli acusa delator e diz que foi "surpreendida" pela prisão

A ex-primeira-dama Roseli Barbosa, que ficou detida durante seis dias em Cuiabá, acusada de participar de um suposto esquema para desviar dinheiro público da Setas, afirmou que foi "surpreendida" com sua prisão.

Ré na ação judicial originada a partir de denúncia feita pela Operação Arqueiro, do Gaeco, Roseli também acusou o delator Paulo Lemes de mentir.

Ele também é réu e dono dos institutos de fachada utilizados em contratos fraudulentos, segundo denúncia. 

"O conteúdo da delação premiada de Paulo Cesar Lemes é inverídico, merecendo ser recebido com reservas, já que o delator possui direto interesse em incriminar pessoas e obter os benefícios processuais prometidos", afirmou.

Foi a partir da delação premiada de Lemes que os promotores de Justiça pediram a prisão de Roseli, Sílvio Araújo, Rodrigo de Marchi e Nilson de Faria. 

Todos foram presos por determinação da juíza Selma Arruda, da Vara de Combate ao Crime Organizado da Capital.

Inocência

Por meio de nota, a ex-primeira-dama afirmou, também, que é inocente. "Nunca recebi nenhum tipo de vantagem ou participei de negociatas", disse.

"A prisão me surpreendeu, uma vez que o processo estava em regular tramitação, sendo que nunca deixei de comparecer a qualquer ato e, tampouco, tive contato com os demais investigados. Jamais apresentei qualquer conduta para atrapalhar o desenvolvimento das investigações", afirmou. 

Roseli também rebateu o delator Paulo Lemes, que disse que ela exigiu, por meio de seu então assessor especial, Rodrigo de Marchi, 40% do lucro obtido nos contratos.

Segundo Lemes, era Marchi quem recebia o dinheiro e o repassava a ela. 

"Nunca permiti que usassem meu nome para obtenção de benefícios escusos, muito menos me encontrei com quaisquer outros investigados, no sentido de obter vantagens financeiras", afirmou. 

A ex-primeira-dama do Estado também criticou "excessos" da Justiça - e que os combaterão. "Nego as acusações, reafirmando meu compromisso com o Poder Judiciário de comparecer e prestar todos os esclarecimentos necessários, cumprindo as medidas judiciais impostas", disse.

Roseli foi solta, por decisão de liminar do STJ (Superior Tribunal de Justiça), no último dia 26. Ela está cumprindo medidas restritivas, como não deixar Cuiabá e não falar com outros acusados.

 

 

Da Redação

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