02/11/2015 - Carlos Bezerra é reeleito por unanimidade e vai comandar o PMDB de Mato Grosso pela 12ª vez nos últimos 50 anos

A novidade no PMDB de Mato Grosso é não ter novidade. O deputado federal Carlos Gomes Bezerra foi reeleito por aclamação para o 12º mandato como presidente regional do PMDB – o sexto consecutivo. A primeira vez em que ele comandou a agremiação foi 1967, quando ainda se chamava Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e era o único adversário legalizado da Aliança Renovadora Nacional (Arena), quase 15 anos antes de receber o ‘P’, de Partido, em sua sigla.
 
“Estou cansado e o ideal seria passar [o comando] aos jovens. Por mim, ficaria como simples membro da Executiva, para aconselhar. Mas a militância exigiu minha permanência, na condução do partido, neste momento de novos desafios”, afirmou ele, para a reportagem do Ohar Direto. A convenção aconteceu na noite de quinta-feira (29), no auditório do Bussines Prime Hotel, em Cuiabá.

 
A tentativa de construir uma chapa alternativa à convenção regional foi inviabilizada desde meados de setembro, quando os deputados estaduais deixaram alguns prefeitos “falando sozinhos” e hipotecaram apoio à reeleição de Bezerra. A última vez em Carlos Bezerra perdeu o comando do PMDB foi em 1994, para o grupo comandado pelo então deputado Hermes de Abreu, eleito presidente estadual, apoiado pelo senador Márcio Lacerda. Depois, retomou ele a direção em 1998 e nunca mais largou.
 
“Vamos preparar o partido para disputar as eleições em todas as cidades de Mato Grosso, em condições de vitória nos maiores inclusive colégios eleitorais”, assegurou Bezerra. Atualmente, das maiores cidades, o PMDB possui os prefeitos Juarez Costa (Sinop) e Asiel Bezerra (Alta Floresta). Nilson Santos trocou o PMDB pelo PSDB do governador José Pedro Taques.  Em Cuiabá, o último prefeito do PMDB foi Dante Martins de Oliveira, eleito em 1985.
 
Em 2016, segundo Bezerra, o PMDB deve lançar o ex-juiz Julier Sebastião Silva para a Prefeitura de Cuiabá. Nas eleições de 2012, o PMDB elegeu 29 dos 141 prefeitos, atrás somente do PSD, que conseguiu vencer em 39 municípios.
 
Carlos Bezerra construiu sua história no PMDB desde o período do regime de exceção (1964-85), quando foi um dos líderes da resistência à ditadura militar em Mato Grosso. Foi preso e torturado. Perdeu uma filha quando era preso político e nem pôde ir ao velório.
 
Todavia, nem mesmo o desgastada imagem da agremiação provocada pelo atrelamento ao governo Dilma Rousseff e pela má administração do governador Silval Barbosa, que continua preso, levou o PMDB Mato Grosso a buscar a renovação.
 
Carlos Bezerra já foi governador (1987-90), senador da República (1995-2002), duas vezes prefeito de Rondonópolis, duas vezes deputado estadual e está no quarto mandato na Câmara Federal.

 

 

 

Da Redação - Ronaldo Pacheco

Comentários

Data: 02/11/2015

De: PATRAO

Assunto: têté

ESSA COROA TÉTÉ BEZERRA, DA UM CALDO!!

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