01/12/2015 - Não adianta ter força policial se não souber aplicá-la, alfineta deputado

O deputado estadual, coronel Pery Taborelli (PV), criticou a atuação da secretaria estadual de Segurança Pública (Sesp), sob Mauro Zaque, devido às estratégias adotadas para combate da violência no Estado, em especial o caso do Pedragal. “Precisamos fazer um redesenho das políticas públicas de segurança. Não temos um norte. Não adianta ter força policial se não souber aplicá-la”, ressalta o parlamentar em visita ao Rdnews.

 

Taborelli acredita que falta à atual gestão conhecimento aprofundado da área para identificar fatores que geram a redução de índice, assim como a sensação de segurança. Sugere que seja montada uma equipe multidisciplinar para redesenhar as políticas públicas. “No entanto, não tenho sido ouvido por esta gestão”, lamenta referindo-se aos seus 30 anos de serviços prestados na segurança.

 

O deputado aponta ainda que as operações realizadas pela Sesp podem mascarar números e trazer eficácia momentânea. Exemplifica que quando a droga é apreendida, os bandidos vão vender mais drogas para recuperar o dinheiro perdido. Por isso, é preciso ficar atendo para a realização de novas apreensões. “Não sou contra operações, mas precisa estar contida em várias outras ações de combate”, pontua.

 

Pedregal

No bairro Pedregal, na semana passada ocorreram três homicídios. Os moradores teriam recebido mensagens em redes sociais e em aplicativos de celulares sobre um suposto "toque de recolher". A mensagem seria de ameaças para que os moradores não circulassem na região após um certo horário, além de serem obrigados a fecharem os comércios e demais estabelecimentos.

 

Para Taborelli, o aumento da força policial no local feita pela Sesp é apenas momentâneo. Segundo ele, é preciso manter a sensação de segurança após a saída do reforço policial. “Então falta é pessoas que entendam de segurança pública. Não é só força, mas utilizar de estratégias ao longo do trabalho”, frisa.

 

Os secretários de Segurança Pública, Mauro Zaque, e o secretário Executivo de Segurança Pública, Fábio Galindo, se reuniram, na última quinta (26), com a cúpula da Polícia Militar para tratar das estratégias operacionais a serem empregadas no final de ano e discutiram, em pauta específica, a situação dos homicídios cometidos no bairro Pedregal.

 

Zaque cobrou do comandante geral da Polícia Militar, coronel Zaqueu Barbosa, informações sobre o ocorrido na última semana no bairro. Na oportunidade, questionou sobre as estratégias que estavam sendo executadas na localidade e todos os levantamentos realizados pela Polícia Militar, os possíveis motivos e os supostos envolvidos.

 

Foi determinado emprego máximo de policiais das tropas ordinárias e especializadas, a fim de garantir a tranquilidade dos moradores e retorno do bairro à normalidade. Zaque afirma que conversou com os moradores do Pedregal e percebeu que não existe nenhuma ameaça evidente. “Mesmo assim, por cautela, e para evitar boatos, determinei uma presença maciça de policiais na área, sem descuidar de outras regiões críticas, a fim de cumprir a nossa missão, que é preservar a ordem e a paz pública.”, enfatizou o secretário.

 

 

 

Tarso Nunes

 

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