01/12/2015 - Fumou maconha estragada, afirma Wilson sobre o autor da denúncia

O deputado estadual Wilson Santos (PSDB) contesta a veracidade do depoimento do empresário Robison Todeschini, prestado à Polícia Federal em 23 de maio de 2014, denunciando sua ligação com suposto esquema de propina.

 

As declarações, que também comprometem Chico Galindo (PTB), que sucedeu o tucano na Prefeitura de Cuiabá, foram anexadas ao inquérito da Operação Ararath, para investigação. “Acho que este rapaz fumou maconha estragada. Nem sei quem é. Como diz o cuiabano, nunca vi maisgordo nem mais magro”, declara.

 

Robison, que trabalhava na empreiteira  Constil, suspeito de ter participado do esquema de lavagem de dinheiro e crimes financeiros desmantelado pela Operação Ararath, relata à Polícia Federal que aproximadamente R$ 3 milhões teriam sido retirados da empresa para pagamento de propina. Disse também que o repasse era parte do acordo firmado com Wilson e mantido por Galindo.

 

No depoimento, ele cita que a Constil executava obras do programa  Poeira Zero, que pretendia asfaltar 49 bairros  com investimentos de aproximadamente R$ 300 milhões. "O acordo consistia em aumentar o valor da nota fiscal emitida pela Constil pelo serviço de medição executado, devendo o valor excedente ser devolvido a Chico Galindo".

 

O tucano lembra que deixou a Prefeitura de Cuiabá, em 30 de março de 2010, quando sequer havia Programa Poeira Zero na Capital. “É um programa idealizado e criado pelo prefeito Galindo e tenho certeza que não houve desonestidade na condução”.

 

Além disso, Wilson desafia Robison a apresentar provas sobre seu envolvimento com cobrança de propina. Segundo o tucano, quem fez as acusações deve mostrar  documentos, gravações e filmagens comprometedoras. “Apresente depósitos na minha conta bancária, da minha esposa, dos meus filhos, do meu sogro e da minha sogra. Diga onde me entregou  dinheiro”.

 

Retaliação

Wilson Santos não acredita na possibilidade do  Ministério Público Estadual (MPE) utilizar o depoimento de Robison Todeschini para fazer represália contra a participação na CPI criada para investigar supostos ilícitos no pagamento de R$ 10 milhões em cartas de créditos, para procuradores e promotores de Justiça. “O MPE nunca agiu por ódio ou revanchismo. Esse episódio é de fácil solução. Eu quero ser investigado. Todos têm que ser investigados. Inclusive, investigar os que investigam”, conclui. 

 

 

 

Jacques Gosch

 

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