01/12/2015 - Leitão teria recebido dinheiro de ‘invasor’ para eleições de 2014; deputado se defende

Uma reportagem do site Congresso em Foco, especialista em reportagens políticas de Brasília, deste final de semana, cita o deputado federal por Mato Grosso e presidente do PSDB no Estado, Nilson Leitão (PSDB) 

 

Uma reportagem do site Congresso em Foco, especialista em reportagens políticas de Brasília, deste final de semana, cita o deputado federal por Mato Grosso e presidente do PSDB no Estado, Nilson Leitão (PSDB).

 

A reportagem tem como título “Ruralistas comandam CPI da Funai e do Incra”, mostra o envolvimento de parlamentares envolvidos com o agronegócio .

 

A matéria diz que boa parte dos membros da CPI recebeu dinheiro de empresários e empresas ligadas do setor em 2014, entre eles, Leitão.

Leitão será relator da CPI da Funai e do Incra, Leitão, segundo Congresso em Foco, angariou R$ 1,43 milhão do setor agropecuário dos R$ 2,46 milhões investidos na campanha.

 

Ainda segundo a reportagem, entre os doadores aparece um ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, do mesmo partido de Leitão, responsável por doar R$ 50 mil para a campanha do deputado.

 

O ex-prefeito seria supostamente o “braço político e financeiro” de uma quadrilha de invasão e venda de lotes destinados à reforma agrária, desbaratada em 2014 pela Polícia Federal.

 

“Eu não tenho problema com ninguém. Se ele tiver culpa de alguma coisa – que eu sei que eu não tenho –, com certeza ele vai pagar. Mas se fosse assim, alguns deputados do PT nem poderiam estar no Congresso, né?”, ironizou Leitão em entrevista ao Congresso em Foco.

De acordo com o site, Leitão é investigado no STF por suspeita de envolvimento com outra quadrilha, acusada de invadir reiteradamente a terra indígena Marãiwatsédé, em Mato Grosso.

Segundo o portal, em setembro, 13 pessoas do grupo foram denunciadas pelo Ministério Público Federal do estado pelos crimes de invasão de terras públicas, resistência, associação criminosa, incêndio, roubo, corrupção ativa, incitação ao crime e crime de dano.

 

Leitão se defende. “É terceiro falando pro quarto sobre um quinto”, diz Leitão, sobre as escutas telefônicas nas quais integrantes do grupo afirmam haver um pedido do deputado por 30 lotes da invasão. “Eu nunca fui lá, nunca pisei lá. Aliás, fui numa comissão externa da Câmara, com outros deputados, ficamos duas horas em cima de um caminhão e voltamos.”

 

Um dos requerimentos apresentados na CPI pela deputada Érika Kokay (PT-DF) pede ao Ministério da Justiça cópia de diversos inquéritos da Polícia Federal, inclusive o que trata da terra Marãiwatsédé.

 

“Ela tinha que colocar explicitamente o que ela quer, não só os números do inquérito. Pode mandar ela me convocar, ficaria muito mais fácil”, provoca Leitão.

 

“Se ele tem envolvimento com atos ilegais, ele tem que responder, mas solicitamos um conjunto de inquéritos sobre situações de conflito envolvendo a questão indígena. Não tivemos o objetivo de ‘funalizar’ ou de individualizar o processo de investigação. Não estamos aqui para investigar o deputado”, refuta Kokay. As informações são do site Congresso em Foco 

 

 

 

 

 

Redação 24 Horas News

 

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