02/02/2013 - Moradores denunciam matança de cachorros por envenenamento; quase 20 em apenas duas semanas

Moradores do bairro Jardim Morumbi, de Rondonópolis denunciaram a matança de animais domésticos na região. Segundo informaram, quase 20 bichos, em sua maioria cães, foram mortos por envenenamento nas últimas duas semanas.

De acordo com o pedreiro Joaquim Almeida, só na rua onde mora foram mortos 12 cães. “Minha patroa teve dois cachorros envenenados e meu filho uma gata. Todos com os mesmos sintomas [convulsão e morte instantânea]”, disse. 

Apesar dos recentes casos, ele afirma que as mortes por envenenamento ocorrem há muito mais tempo. “Sofremos com esse tipo de violência há anos. A maioria dos vizinhos aqui já perdeu seus animais. É de se entristecer tanta maldade. Uma barbaridade”, desabafou.

Para o médico veterinário do Centro de Controle de Zoonoses de Rondonópolis, Marcelo de Oliveira, a decorrência desse tipo de crime se da pela facilidade de se encontrar certos tipos de veneno. O mais usado deles, o chumbinho ou ‘Era Rato’ – a base de estracnina, tem a venda proibida em território nacional e ainda assim é encontrado com facilidade nas agropecuárias da cidade.

“É caso de polícia. Esse está na lista dos mais letais dos venenos e leva a morte até de humanos. A ingestão não dá chance para tratamento, pois seu efeito é instantâneo e cruel, pois antes da morte o animal ‘berra’ muito. Usado para ratos e já causou muitas mortes acidentais, por isso foi proibido”, explicou. 

A prática do delito aos animais é caracterizada como crimes contra a natureza compete a DGL - Divisão de Delitos Gerais e Legislações da Polícia Civil. A reportagem do Olhar Direto tentou contato com a delegada responsável pelo departamento para falar do assunto, mas não fomos atendidos. 

Por insegurança, nenhuma das pessoas que tiveram os animais mortos se manifestou até agora para apontar um suspeito. Os moradores garantiram irão registrar um boletim de ocorrência sobre o caso. Se identificado, o responsável pode pegar até um ano e quatro meses de prisão por crime ambiental.

 

De Rondonópolis - Giselle Saldanha

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