02/04/2013 - Após morte de prefeita em acidente, vice assume gestão de cidade em MT

Solenidade de posse foi marcada na Câmara de Ribeirão Cascalheira (MT).
Reynaldo Diniz assume lugar de Patricia Vilela, morta em rodovia de Goiás.

 

A Câmara Municipal de Ribeirão Cascalheira, a 893 km de Cuiabá, agendou para a noite desta segunda-feira (1°), após sessão ordinária, solenidade de posse para entregar o comando da cidade ao vice-prefeito Reynaldo Diniz. Aos 34 anos de idade, o odontólogo assume o município por força da tragédia que tirou a vida da prefeita Patricia Vilela na rodovia GO-060, em Goiás, na última quinta-feira (28).

Desde a morte da prefeita, a cidade em luto foi administrada interinamente pelo presidente da Câmara, João Abadio de Melo, que anunciou a transmissão do cargo para logo após os dias dedicados ao velório e ao sepultamento de Patricia Vilela.

 

Ela morreu ao lado do marido perto de Arenópolis (GO), a 280 km da capital, Goiânia. Uma caminhonete rodou na pista, possivelmente devido a uma certa quantidade de óleo espalhada no local. No sentido contrário, o motorista da caminhonete da prefeita não conseguiu frear a tempo e os veículos colidiram lateralmente. Um terceiro veículo, uma picape com placa de Goiânia, também se envolveu no acidente.

 

prefeita foi socorrida no local ainda com vida por uma ambulância do Samu e foi encaminhada para o Pronto-Socorro de Iporá, a 50 quilômetros do local da colisão. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade hospitalar. O esposo, por sua vez, já havia morrido do local do acidente. Os corpos do casal foram enterrados em Israelândia, onde reside a mãe de Patricia.

 

Posse


Localizado no nordeste de Mato Grosso, o município de Ribeirão Cascalheira tem hoje cerca de 10 mil habitantes e sua economia se dedica primordialmente à pecuária e às lavouras de soja e arroz.

 

Segundo declarou ao G1 o vereador Mário Valadares pouco antes da solenidade, o vice-prefeito deverá retomar a gestão da cidade "com a casa em ordem". Isso porque a prefeita, nos três meses em que esteve à frente da cidade, conseguiu quitar as dívidas de quase R$ 2 milhões da previdência municipal contraídas em gestões passadas, e que até então impediam a administração local de celebrar convênios.

 

 

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