02/05/2015 - Carlos Dentista é condenado a 13 anos e defesa anuncia que vai recorrer da sentença

02/05/2015 - Carlos Dentista é condenado a 13 anos e defesa anuncia que vai recorrer da sentença

 

Depois de 11 anos, foi realizado dia 30 de Abril em Aragarças-GO, o julgamento do protético Carlos José Correia Leite, 46 anos, acusado de ter cometido duplo homicídio contra Fabiano Weredvã da Silva, o Indinho, e José Francisco Teixeira Domingues da Silva, o ‘Carioca’, em março de 2004. 

O Júri Popular condenou o réu a 13 anos pela morte de Carioca e absolveu o protético da morte do Indinho segundo a advogada dele Luceny Rodrigues Severino por falta de provas irrefutáveis.

“Nós vamos lutar para anular o julgamento porque o Carlos diz que virou o barco para se defender porque o Carioca e o Indinho estavam tentando roubar uma corrente de ouro dele. E se foi um acidente náutico ele deveria ser enquadrado por homicídio culposo e não doloso”, explica a advogada.

Na versão dada pelo protético que é conhecido como Carlos Dentista, ele estaria com as vítimas num barco no rio Araguaia quando teria ocorrido a tentativa de roubo, todavia a polícia indiciou o protético por duplo homicídio em que Carioca morreu afogado e Indinho foi esquartejado sendo encontrado depois uma perna e um antebraço da vítima na praia Quarto Crescente depois que passou a enchente do rio.

A advogada Luceny disse que vai recorrer da sentença para que o acusado continue em liberdade e vai pedir a anulação do julgamento no Tribunal de Justiça em Goiânia.

O protético foi julgado por duplo homicídio com três qualificadores cujo Júri foi presidido pelo juiz Bruno Leopoldo. Consta nos autos policiais, que Carlos teria matado Indinho por ter suspeitado que a vítima já tinha roubado antes.

Carlos já esteve preso no passado por este crime inclusive na Delegacia Especializada de Investigações Criminalísticas (Deic) em Goiânia-GO de onde conseguiu fugir e foi recapturado posteriormente em Mato Grosso, na cidade de Querência, no Norte Araguaia. Ultimamente ele aguardava em liberdade o julgamento.

Carlos Dentista foi para casa, mas caso o seu recurso não seja aceito, ele deve voltar à cadeia no próximo mês.

 

Ronaldo Couto