02/06/2012 - Endividado, presidente do Barra Futebol Clube não sabe o que fazer para tirar o clube do buraco

O presidente do Barra do Garças (MT) Futebol Clube, o ex-jogador Charrer Fayad já não sabe mais a quem recorrer para sanar as dívidas contraídas durante a participação no Campeonato Mato-grossense deste ano. Segundo ele, o único recurso disponível para honrar os compromissos continua bloqueado por decisão judicial. O dirigente se refere à cota da Prefeitura de Barra do Garças (MT).

Para complicar a situação, Charer foi acionado judicialmente pelo restaurante que fornecia a alimentação dos atletas e corre o risco de ter bens penhorados para saldar a dívida que chega quase aos R$ 30 mil reais. “Esperávamos pelo dinheiro que seria repassado pelo Governo do Estado aos clubes, mas como a verba foi cancelada, a situação se agravou ainda mais”, ressalta.

Incentivado por várias pessoas a assumir o Galo da Serra e evitar uma queda automática para a 2ª Divisão por abandono de campeonato, com a promessa de que teria todo o respaldo para tocar o time, Charrer acabou aceitando o desafio e agora se arrepende. “Tive promessa de todos os lados. Alguns ajudaram e outros viraram a cara nos momentos mais difíceis. Hoje não aparece ninguém para apontar uma saída”, diz mostrando arrependimento.

De acordo com o presidente, o Barra possui dívidas com fornecedores, hotéis, restaurantes, jogadores e até mesmo com quem lavava o uniforme do time. “Nossa saída é promover um bingo. Contar com a ajuda da população, mas, mesmo assim, ainda será dificil quitar todos os compromissos. Tentamos negociar com o advogado dos jogadores que entraram com a ação contra o clube que motivou o bloqueio do dinheiro repassado para o município, mas não chegamos a acordo. Essa é a situação”, desabafa.

O Campeonato Mato-grossense deste ano é mesmo para ser esquecida pelo Galo da Serra. Além do acúmulo de dívidas geradas pelas despesas com viagens, folha de pagamento da comissão técnica, jogadores e fornecedores, o clube ainda caiu para a 2ª Divisão do estadual e terá que lutar bastante para voltar à elite em 2014, já que em 2013 terá que disputar a divisão de acesso.

 

FRANCIS AMORIM

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Data: 02/06/2012

De: GREVE NA EDUCAÇÃO MUNICIOAL

Assunto: GREVE

O não atendimento das reivindicações dos trabalhadores da educação de São Félix do Araguaia (a 1.159 km de Cuiabá) fez com que a categoria entrasse em estado de greve, deliberado durante assembleia geral realizada no dia 24 de maio.

A pauta de reivindicações foi protocolizada, no dia 25 de maio, no gabinete do prefeito Filemon Gomes Costa Limoero, e na Secretaria Municipal de Educação. Também foi encaminhado oficio à Promotoria de Justiça da Comarca de São Felix do Araguaia para comunicar a situação da categoria. O Executivo Municipal tem prazo até dia quatro de junho para se pronunciar. No dia cinco de junho será realizada assembleia geral para deliberar sobre a paralisação por tempo indeterminado.

Os trabalhadores da rede municipal reivindicam a valorização profissional, com o pagamento do piso salarial de R$ 1.451,00 conforme a lei 11.738/2008; pagamento das diferenças de janeiro a maio de 2012; reestruturação do Plano de Carreira, Cargos e Salários (PCCS), carga horária de 30 horas e um terço de hora atividade; garantia de condições de trabalho e segurança a todos profissionais e alunos; formação continuada a todos os profissionais da educação; garantia de merenda escolar com qualidade a todos os alunos, dentre outras.

De acordo com o presidente da subsede do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) de São Félix do Araguaia, Juracy Lima da Silva, os trabalhadores do município estão cansados do descaso com que a educação vem sendo tratada. “Nossas tentativas de acordo com o administrativo vem desde o início desta gestão. No entanto, eles estão sempre nos ignorando. O prefeito alega não ter recursos, mas a arrecadação [do município] em 2010 foi de 25 milhões de reais e um pouco mais de 27 milhões no ano passado. Ou seja, existe um crescimento no município, mas os nossos salários continuam os mesmos”, lamentou.

“No dia cinco de junho iremos deliberar sobre a resposta ou não resposta [do Executivo] e, assim, teremos um posicionamento”, afirmou ao se referir à assembleia geral da categoria.

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