02/06/2014 - Ex diz que denunciou Júnior Mendonça após conseguir levantar provas

A colunista social Kharina Nogueira volta a fazer novas denúncias e revelações polêmicas, agora em entrevista à Veja desta semana. Na coluna Panorama da maior revista do país, ela responde a 10 perguntas. Conta que recebeu ameaças de morte do ex-marido Júnior Mendonça, investigado por usar empresas para atuar como banco clandestino na prática de crimes contra administração pública e lavagem de dinheiro, com envolvimento de vários empresários, profissionais liberais e autoridades dos Poderes Constituídos. A ex do delator, cujas denúncias levadas à Polícia Federal já resultaram em cinco operações, destaca que jamais agiu com desejo de vingança é que só procurou as autoridades policiais depois que sofreu ameaças de morte e conseguiu juntar provas. No último dia 22, em entrevista ao vivo ao RDTV, Kharina também sustentou denúncias graves, inclusive envolvendo políticos.

Reprodução

kharina nogueira

Entrevista de Veja desta semana com colunista Kharina Nogueira, ex do empresário Júnior Mendonça

 Eis, abaixo, a íntegra da matéria de Veja com Kharina

 

O pesadelo dos ex-maridos

Em 2006, ela se separou de um empresário de Cuiabá e contou à polícia sobre fraudes que suspeitava que ele operasse. A denúncia gerou uma megaoperação da Polícia Federal que hoje abarca deputados e senadores.

 

Ex-mulher é para sempre?
Não, já tive outros ex. Depois que me separei do Gércio Mendonça Júnior, namorei um juiz, tive um casamento de um ano e namorei outro rapaz, que se suicidou.

 

Houve o desejo de vingar uma traição?
Jamais. Minha desconfiança em relação ao Júnior começou quando tentei engravidar por dois anos, sem que ele me contasse que era vasectomizado. Quando descobri, fui atrás para saber o que mais ele me escondia.

 

Que luxos tinha com ele?
Viajávamos a cada dez dias. Cheguei a fazer uma compra na Daslu de 100 000 reais. Contas de restaurantes não saíam por menos de 3 000 reais.

 

Por que o denunciou só depois de separada?
Ouvia ligações em que ele pedia ou repassava 500 000 reais. Quis entender e ele disse para não me meter e me ameaçou de morte. Eu o denunciei quando consegui juntar provas.

 

Identifica-se com Rosane Collor?
Não. Rosane ficou com o dela, né? Processou o ex-marido e levou parte do patrimônio. Antes de me casar, os bens do Júnior já estavam no nome de um tio. Minha situação financeira é péssima.

 

Casou por amor?
Sim. Ele não era rico. Tinha duas lojas de venda de pneus. E, quando pedi a separação, ainda o amava. Mas ele mentiu para mim todo o tempo, pois estava envolvido em processos ilícitos.

 

Como se “lavam” 500 milhões de reais, segundo a PF acredita que seu ex fez?
Com agiotagem. Eu te dou 500 milhões a 1,5% de juros ao mês e você repassa aos seus clientes a 10% ao mês, mas me devolve o valor a 1,5%. Ele também abriu empresas hoje acusadas de ser bancos clandestinos. Senadores e deputados estão envolvidos.

 

Como a sociedade de Cuiabá está reagindo?
Eu era colunista social de um jornal, ao qual Júnior repassava valores todo mês, e fui demitida. Hoje trabalho com mídias sociais. Não perdi contatos. As pessoas sabem que eu sou decente.

 

Esposas que desfrutam as vantagens de um marido corrupto também são eticamente condenáveis?
Júnior escondia tudo de mim. Nem telefone fixo havia em casa. As transações ilícitas dele com os capangas eram só via celular. 

 

Qual ex-mulher a senhora gostaria que contasse tudo?
Patrícia Toledo, que ainda é mulher do Fernando Mendonça, dono de um atacado em Cuiabá. Ele é beneficiário do esquema do Júnior, e o patrimônio da Patrícia quintuplicou.

 

 

 

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