02/06/2014 - Pecuaristas correm para salvar o gado da cheia no Pantanal

Conduzindo o gado pela terra ainda seca, nadando onde já não “dá pé” ou embarcando os animais em lanchas à beira do Rio Paraguai, com destino a áreas mais altas. É dessa forma que produtores das regiões do Nabileque, Jacadigo e Abobral, as mais atingidas no chamado Pantanal baixo de Corumbá, correm contra o tempo para retirar o rebanho antes que toda a área seja atingida pelas águas oriundas do norte de Mato Grosso, daqui a 15 dias.

Em Porto Murtinho, fazendeiros já estão com dificuldades por causa do transbordamento de córregos e afluentes dos rios Apa e Paraguai, que fecharam estradas vicinais, permitindo o acesso a algumas propriedades somente por meio fluvial.

Apesar dos efeitos da cheia sobre Corumbá – onde, nesta semana, houve interdição da Estrada-Parque e suspensão das aulas nas escolas das regiões rurais de Barra do São Lourenço e Paraguai Mirim –, o Sindicato Rural de Corumbá alega que ainda não há propriedades em situação total de isolamento, sem condições de retirar o gado, porque houve antecipação desse trabalho e a atividade segue em ritmo incessante; no entanto, o risco é real para quem deixar o trabalho para “a última hora”.

 

Escrito por Correio do estado

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