02/07/2011 – 07h:15 Fazendas de MT eram usadas como pistas de pouso para tráfico de drogas

 

Segundo a PF, propriedades rurais pertenciam a narcotraficantes.
Entre os 11 detidos, dois trabalhavam como caseiros das fazendas.

Duas fazendas de Mato Grosso eram utilizadas por uma quadrilha de tráfico internacional de drogas, desarticulada pela Polícia Federal na Operação Catimbó. As investigações apontaram que as fazendas, com pistas de pouso clandestinas, serviam como porta de entrada de grandes porções de cocaína vindas da Bolívia por via aérea. Os dois caseiros das propriedades foram detidos.

Em uma fazenda em Porto dos Gaúchos, a 644 quilômetros de Cuiabá, foram apreendidos 160 quilos de cocaína, que estavam enterrados e acondicionados em tambores. Em seguida, a droga era distribuída para pelo menos sete estados: Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Paraíba, Pernambuco, Porto Velho e Mato Grosso.

Além dos dois mandados de prisão cumpridos no estado, outras nove pessoas suspeitas de envolvimento também foram detidas, incluindo o chefe do bando e o filho dele, que controlavam o tráfico. A operação teve início no Paraná e terminou nesta semana.

Uma carga de 159 quilos de cocaína, que saiu de Porto dos Gaúchos, com destino a Uberlândia (MG), foi apreendida pela PF e o condutor do caminhão foi preso no último dia 24. Já em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, uma pessoa teria sido encontrada com 829 quilos de cocaína pura em fevereiro deste ano, durante o processo investigatório da PF que teve a duração de um ano.

Em princípio, a PF instaurou o inquérito para dar continuidade à Operação Ressaca que prendeu um dos maiores traficantes do Paraná, responsável por movimentar aproximadamente R$ 6 milhões por ano. Depois disso, a polícia chegou até o traficante brasileiro que morava na Bolívia com o filho e não possuíam nenhuma atividade financeira legal.

Pai e filho eram os proprietários das fazendas em Mato Grosso e, para que os aviões de pequeno porte não fossem percebidos pela equipe de monitoramento da Agência Nacional de Aviação (Anac), passavam abaixo da linha dos radares.

Durante as investigações, a polícia identificou que o traficante viajava constantemente aos locais que constumavam encomendar a droga e fazia contato pessoal com os "clientes", conforme filmagens e fotografias feitas pela PF e conversas telefônicas interceptadas. Também foram monitorados pagamentos feitos a ele.

Os 11 suspeitos, entre motoristas, financiadores e traficantes, devem responder pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação ao tráfico e lavagem de dinheiro. Os caseiros de Mato Grosso ainda estão presos na Delegacia da Polícia Federal do estado, mas serão encaminhados a Curitiba, assim como os demais suspeitos.

Pollyana Araújo Do G1 MT

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