02/09/2011 - Riva diz que bandidagem está migrando para Mato Grosso e que não 'dá para combatê-la com flores'

De natureza polêmica, o presidente da Assembleia Legislativa deputado estadual José Riva (PP), não tem poupado críticas ao governo com relação à situação caótica que a violência em Mato Grosso alcançou. O parlamentar defende a tomada de medidas drásticas para conter o caos instalado no Estado, porém suas declarações têm gerado um desconforto ao Executivo Estadual, que acha que ele tem pegado ‘pesado demais’ em seus posicionamentos. Ele discorda sobre a criação do Fundo de combate à violência sugerido pelo Governador Silval Barbosa (PMDB), e diz achar injusto uma parcela da população pagar pelo descontrole do Estado.

“Não podemos jogar as coisas nas costas da sociedade e toda hora que surgir um problema criar um fundo e cobrar mais impostos. Hoje recebi uma reclamação da assessoria do governador Silval Barbosa (PMDB), com relação aos meus comentários. Mas eu acho mesmo que o Estado tem que estar melhor aparelhado em todos os aspectos. Quando eu falo melhor aparelhado é inclusive com mais efetivo. Ou nós investimos pesado em segurança, ou daqui a pouco seremos um Estado mal visto no mundo inteiro, daí qual o investidor que vai querer instalar sua empresa aqui? Nenhum”, disparou.

Segundo Riva a sociedade tem que se mobilizar para exigir um maior envolvimento do governo com essas questões. “Eu me coloco entre os que acham que faltou um planejamento por parte do Estado com relação à segurança Pública. Ficamos muito debruçados na questão de que o Estado cresce 10% e esquecemos que proporcionalmente a isso, as demandas crescem também tais como saúde, educação e a própria violência. Vejo que a situação não é generalizada nos estados vizinhos como Goiás, Mato Grosso do Sul. O problema é aqui. A bandidagem está migrando pra cá, isso significa que alguma fragilidade nossa está exposta e precisamos descobrir isso”, declarou.

Para o parlamentar é necessária a adoção de medidas mais duras com relação à violência. “Na época do secretário Oscar Travassos bandido era tratado como bandido e homem de bem, como homem de bem. Eu sou admirador do Travassos, fui prefeito na época dele. Naquele tempo fui vítima de uma emboscada, tentaram me matar e a polícia enfrentou. Saíram quatro mortos, mas acabaram com a quadrilha, então eu fiz uma referência porque é preciso saber enfrentar bandido. Não dá pra enfrentar bandido com flores nas mãos”, finalizou ele numa referência ao modo rígido de ação do Travassos.

 

Da Redação - Laura Petraglia

 

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