02/09/2015 - Mendes afirma que “crise bate à porta” e teme atrasar salários

O prefeito Mauro Mendes (PSB) afirmou que a crise econômica enfrentada pelos municípios brasileiros e que também “bate às portas” da Prefeitura de Cuiabá pode acarretar em atrasos na folha salarial do funcionalismo público.

“Pelo menos 70% dos municípios brasileiros vão chegar até dezembro com salários atrasados. Em Mato Grosso, já há muitas notícias de prefeituras atrasando salários, coisa que não se via até pouco tempo atrás”, disse. 

“Essa é uma realidade que está afetando 70% dos municípios brasileiros e também pode nos afetar”, completou Mendes, durante participação no 32º Encontro de Prefeitos Mato-grossenses, nesta desta terça-feira (1). 

O prefeito afirmou que, até o momento, a Capital está com salários absolutamente em dia, assim como as contas com os fornecedores do Município. 

No entanto, ele disse temer a possibilidade de mudanças nesse cenário. 

“Em Cuiabá, estamos fazendo todo o esforço possível para manter as contas em dia. Até agora, nós conseguimos. Mas, a crise bate em nossas portas. Se essa crise continuar se aprofundando, muito provavelmente, nós vamos ser atingidos”, afirmou. 

Para driblar esse “colapso na economia”, como ele próprio denominou, Mendes afirmou que o Município precisa continuar “apertando os cintos” e cortando os gastos “na própria carne”. 

Esses cortes, segundo ele, é que vão determinar a profundidade e a extensão da crise em cada um dos municípios brasileiros. 

“Estamos buscando alternativas para driblar a crise. A primeira alternativa é apertar o cinto. É preciso economizar, fazer os cortes possíveis e necessários, cortando na própria carne”, afirmou o prefeito. 

Enxugamento 

Mendes lembrou que, no último ano, extinguiu sete secretarias do Município e demitiu 150 funcionários de cargos comissionados, já numa tentativa de enxugar os gastos da máquina. 

“Tivemos que tomar essas medidas para estar hoje com as contas equilibradas e os salários em dia”, afirmou. 

“Não sabemos ainda qual a profundidade da crise. O fato é que é algo que pode afetar abruptamente a vida de todos nós”, completou. 

Apesar de projetar um cenário econômico nebuloso, o prefeito afirmou que, por enquanto, não estão previstos novos cortes no número de secretarias municipais. 

“Por hora, não há previsão de novos cortes em secretárias. O momento agora é de cautela, de enxugar o máximo possível, gastar o mínimo necessário, para manter as coisas funcionando”, completou.

 

 

Camila Ribeiro 
Da Redação

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