02/10/2015 - Adjunto afirma que não pode haver exclusão e que Seduc enviará equipe

 

O secretário-adjunto de Política Educacional da secretaria estadual de Educação, Gilberto Fraga de Melo, garante que a pasta acompanha o caso da escola estadual Ondino Rodrigues Lima, em Ribeirão Cascalheiras, dando apoio à direção escolar.

 

Ele pondera que o objetivo é buscar o diálogo com a comunidade para que a situação seja equacionada. “A melhor coisa é resolver esta situação por meio do diálogo”.

 

Para tanto, um grupo de técnicos será designada para o local. Na cidade, uma transexual, com 16 anos, é hostilizada por pais e pastores por frequentar banheiro feminino.

 

Nesta quarta (30), pais, populares e líderes religiosos chegaram a realizar um protesto na frente da unidade escolar para pedir a construção de um sanitário exclusivo para a estudante. Caso contrário, exigiram que a transexual voltasse a utilizar o banheiro masculino.

 

Gilberto, por sua vez, ressalta que se a pasta construir um banheiro para a estudante, estará excluindo a transexual, o que não pode ocorrer. “Vamos buscar um pacto de convivência”. O secretário-adjunto afirma ainda que este é o primeiro caso registrado no Estado, que a Seduc tenha sido informada, acerca de problemas relacionados a não aceitação de transexuais e homossexuais, que queiram utilizar o banheiro feminino nas escolas estaduais. Entretanto, diz que o tema tem aflorado cada vez mais.

 

De todo modo, o profissional da Educação explica que a sociedade brasileira passa por um momento de debate sobre este assunto, o que é salutar. “Não se pode excluir qualquer pessoa. E essa (transexual) também tão pode ser excluída”.

 

Para ele, o tema deve ser amplamente debatido entre os professores, diretores e secretaria de Educação sem paixões ideológicas e religiosas. “As pessoas estão nas escolas por uma vontade e por um direito. Exatamente, por isso, as escolas precisam estar preparadas”.  Pensando nisto, Gilberto adianta que a Seduc firmou uma parceria com a UFMT para debater o assunto, provavelmente no final do mês, com profissionais da área. “Vamos orientar como se deve lidar com situações como esta”.

 

 

 

Patrícia Sanches

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