02/10/2015 - TJ mantém prisão de casal que matou neto de juiz

02/10/2015 - TJ mantém prisão de casal que matou neto de juiz

O desembargador Luiz Ferreira da Silva negou pedido de liminar em habeas corpus ao casal Tiago de Souza Moraes, 30, e Atyucha da Silva Rosa, 27, acusado pela morte do adolescente Harysson Pablo Rodrigues de Amaral, 18, neto do juiz Leopoldino Marques do Amaral, morto em setembro de 1999. Ambos estão presos desde o final de julho quando confessaram a autoria do assassinato e levaram a Polícia Civil até o local onde desovaram o corpo da vítima. O crime foi motivado por dívidas de drogas uma vez que o neto do juiz estava traficando entorpecente.

A denúncia contra o casal foi recebida no dia 28 de agosto, ocasião em que foi decretada a prisão preventiva. Dessa forma, o advogado Milton Corrêa de Moraes recorreu ao Tribunal de Justiça na tentativa de revogar a prisão dos réus confessos garantindo liberdade provisória. Eles foram denunciados pelo crime de homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima). O processo pelo homicídio tramita na 12ª Vara Criminal de Cuiabá.

Consta dos autos que no dia 17 deste ano por volta da 00:15h, em uma residência localizada na rua Porto Alegre, no bairro bairro Doutor Fábio II, nesta Capital, o casal de denunciados em conluio e previamente ajustados, mataram Harisson Pablo Rodrigues Gattas Amaral. Os autos revelam que Tiago, quando estava sem dinheiro “empenhorava” sua Honda/Titan CG 125, de cor vermelha, para adquirir drogas da vítima Harysson, cuja devolução da referida motocicleta se dava somente após a quitação da dívida.

No dia do crime a vítima foi até a casa dos denunciados para receber a quantia de R$120 e entregar a motocicleta. No local, Tiago e Atyucha mataram o jovem com golpes de arma branca. Após o crime, ambos ocultaram o cadáver carregando o corpo por alguns quilômetros jogando-o nas proximidades das margens do rio Cuiabá, sob a ponte Juscelino Kubitschek situada na rodovia dos imigrantes. O corpo foi localizado no dia 31 de julho, ou seja, 17 dias após o desaparecimento do rapaz. Foi o próprio casal que indicou o local onde descartou o cadáver.

Pedido de informações

A liminar em habeas corpus foi negada pelo relator no dia 22 de setembro, ocasião em que ele destacou ser imprescindível a prévia solicitação das informações à juíza da 12ª Vara Criminal e o parecer do Ministério Público para que possa ser submetido ao crivo da 3ª Câmara Criminal.

Ele afirmou que condições pessoais favoráveis não são, por si sós, garantidoras do direito à liberdade. Destacou ainda a necessidade de preservação das integridades física e psicológica das testemunhas e informantes, garantindo a instrução criminal sem retardamentos, uma vez que, até o momento, nenhuma prova foi produzida sob o crivo do contraditório.

A defesa do casal voltou a reiterar o pedido e dessa forma, na última segunda-feira (28 de setembro), o desembargador Luiz Ferreira da Silva encaminhou ofício para a vara criminal onde tramita o processo. No documento, o magistrado solicita que a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira preste os esclarecimentos que julgar necessários.

 

Welington Sabino, repórter do GD

Comentários

Nenhum comentário encontrado.

Novo comentário