02/10/2015 - "Vamos concluir as obras, mas com responsabilidade"

O governador Pedro Taques (PDT) afirmou que sua gestão tem tomado providências no sentido de concluir as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Cuiabá e Várzea Grande.

 

O projeto, que começou a ser executado na gestão Silval Barbosa (PMDB), foi interrompido no final de 2014.

 

Em entrevista ao programa "Chamada Geral", da Rádio MegaFM, Taques disse, entretanto, que isso não será feito de maneira “irresponsável, como na administração passada".

 

“Quero dizer ao cidadão mato-grossense, aos cuiabanos e aos várzea-grandenses, que podem ficar tranquilos: nós não seremos irresponsáveis como foi a administração passada, no tocante ao VLT e outros temas”, disse o governador.

 

“Nós estamos contratando uma consultoria para apontar o que foi gasto e como foi gasto. Nós vamos fazer tudo para terminar a obra do VLT, mas com responsabilidade”, afirmou.

 

O governador ainda rebateu as críticas do gerente comercial Ricardo Sanchez, da CAF Brasil - uma das empresas que compõem o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande -, quanto à paralisação das obras na Capital.

 

De acordo com Sanchez, por conta da decisão de parar as obras, a CAF é obrigada a fazer a manutenção diária de toda a infraestrutura de material rodante. Segundo ele, o prejuízo é de aproximadamente R$ 1,2 milhão por mês.

 

“Não adianta o consórcio chorar, porque isso é uma decisão da Justiça. Foi a Justiça que determinou. E, diferentemente do Governo passado, nós mostramos ao cidadão o que estamos fazendo”, completou.

 

A obra

 

O Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande, responsável pela obra, é formado pelas empresas Santa Bárbara, CR Almeida, CAF Brasil Indústria e Comércio, Magna Engenharia Ltda. e Astep Engenharia Ltda.

Orçado em R$ 1,477 bilhão - valor que pode chegar a R$ 2,2 bilhão, segundo as empresas responsáveis -, o contrato prevê a implantação do VLT na Grande Cuiabá prevê a instalação do modal, a construção dos vagões e de 12 obras de arte.

 

A obra foi iniciada em agosto de 2012 e - após ser suspensa pela Justiça por pelo menos duas vezes -, foi paralisada por determinação do Governo do Estado em dezembro de 2014.

 

Para retomar as obras, o consórcio pede um reajuste de cerca de R$ 400 milhões, além do valor previsto em contrato. Até o momento, já foram pagos pouco mais de R$ 1 bilhão.

 

 

 

Douglas Trielli 

Da Redação

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