02/12/2011 - SERVIDORES DO TRE FAZEM MOÇÃO DE APOIO A ANDERSON ALARCON

Reunidos no Fórum de Representantes de Zonas Eleitorais, composto por 60 Zonas Eleitorais que abrangem todo o Estado de Mato Grosso no final de outubro/início de novembro de 2011, servidores do TRE reagiram e subscreveram em conjunto MOÇÃO DE APOIO ao servidor Anderson de Oliveira Alarcon diante dos episódios de perseguição envolvendo sua pessoa e o exercício de seu trabalho e de seu cargo federal.

Os servidores discutiram amplamente os ataques e perseguição ao servidor. O caso serviu para os servidores cobrarem um posicionamento da Alta Administração do TRE no sentido de garantir a segurança e o livre e efetivo exercício do cargo e das atribuições eleitorais.

É relativamente comum, sobretudo em ano de eleição, que haja um descontentamento de alguns grupos políticos em relação a atuação da Justiça Eleitoral, que na aplicação da lei e fiscalização das eleições tem posicionamento duro e rigoroso de modo a garantir a lisura do pleito, respaldada especialmente pelas reformas eleitorais ocorridas a partir de 2004.

 

Desde então a Justiça Eleitoral vem se interiorizando Brasil adentro, dotando os Cartórios Eleitorais de maior autonomia e com servidores concursados, de carreira, treinados e capacitados. Tudo isso tem contribuído para uma maior fiscalização e aplicação das leis, o que ainda pode gerar uma certa rejeição e desconforto por parte de alguns.

 

É fato que esta nova Justiça Eleitoral só tem trazido ganhos para o país. Com um sistema atuante sério, autônomo e fortalecido, é possível ter uma maior fiscalização e cumprimento das regras, o que conseqüentemente torna (ou visa tornar) mais equilibrada a disputa eleitoral. Isso fortalece a democracia, é bom para o município, é bom para o Estado, é bom para a sociedade, é bom para o país.

 

A preocupação dos servidores é que denuncismos como esse não se tornem rotina na Justiça Eleitoral e que não se inaugure uma nova tática de defesa: "quando o candidato não tiver mais recursos ou saída para justificar eventuais falhas ou problemas que comprometam sua campanha, sua candidatura ou mesmo seu cargo, o medo é que nesta ausência de saídas ou justificativas, o candidato tente arranjar um culpado para suas falhas, tentando jogar a culpa, por exemplo, no trabalho e na seriedade do servidor". Se isso acontecer, o candidato que se utilizar deste artifício não pode ficar impune, até porque, mesmo sabendo inverídica tais acusações, o candidato já consegue pelo menos causar um estrago na vida e na imagem do servidor e da própria Justiça Eleitoral, além de, é claro, se capitalizar politicamente, se vitimizando perante os eleitores e com isso ganhando corações, mentes e, sobretudo, votos", finaliza o servidor.

 

Isso é ruim para a sociedade e é ruim para o país, pois estratégias como essa muitas vezes acabam levando a realidade e as verdades públicas para debaixo do tapete. A discussão necessária e importante fica de lado. Não se discute o motivo que afastou, cassou ou deixar de cassar alguém. Não se amadurece isso. Ao contrário, muitas vezes isso tudo ainda pode ser transformado em estratégia e novo discurso.

 

A moção de apoio enfatiza:

 

NÓS, SERVIDORES DO TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO ESTADO DE MATO GROSSO, DIANTE DE REITERADOS, MAL-INTENCIONADOS E DESCABIDOS ATAQUES DIRIGIDOS AO SERVIDOR ANDERSON DE OLIVEIRA ALARCON, ANALISTA JUDICIÁRIO DOS QUADROS DESTE TRIBUNAL, LAVRAMOS A PRESENTE MOÇÃO DE APOIO, DELIBERADA E UNANIMEMENTE ACATADA EM REUNIÃO REALIZADA APÓS O ENCERRAMENTO DE SESSÃO DO 1º FÓRUM DE REPRESENTANTES DAS ZONAS ELEITORAIS - FReZE.

[...] PLASMA A PRESENTE MOÇÃO UM FIRME RECONHECIMENTO, INDIVIDUAL E COLETIVO, AO ESFORÇO, À CORAGEM, AO COMPROMETIMENTO E À RETIDÃO DE COMPORTAMENTO QUE SEMPRE PAUTARAM O EXERCÍCIO DE SUAS FUNÇÕES.

 

 

Por Néia Rondon, da Redação

 

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