03/02/2014 - Governo licita 2ª etapa do rodoanel, mas obra fica pronta só em 2016

O secretário de Transporte e Pavimentação Urbana (Setup) Cinésio de Oliveira acredita que a conclusão do Rodoanel acontecerá apenas em 2016, ficando a cargo do próximo governador, que será eleito neste ano. Assim, o anel viário, que teve início em 2006, será entregue 10 anos depois à população. A estimativa é de que sejam investidos R$ 540 milhões.

De todo modo, Cinésio garante que, apesar da transição de administrações, a construção do Rodoanel está garantida. “É uma obra federal com delegações ao Estado, então seja quem for a próxima gestão vai dar continuidade aos trabalhos”, ressaltou em entrevista.

O anel começou a ser executado pela Prefeitura de Cuiabá, na gestão Wilson Santos (PSDB), mas acabou sendo paralisada devido a suspeita de rombo de R$ 9 milhões. Já na administração Chico Galindo (PTB) a obra ficou à cargo do Dnit para que o município não ficasse com o nome no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin), o que impossibilitaria o recebimento de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Por fim, foi celebrada uma parceria com o governo estadual, que dividiu o empreendimento em 3 etapas.

Os editais dos dois lotes que pertencem a Cuiabá (43 km) iam ser lançados em janeiro, porém, a assessoria da Setup informou que o certame não foi publicado e que o mais provável é que seja neste mês. Nesta semana, Cinésio esteve em Brasília para tratar do assunto.

 Já a parte de Várzea Grande (7 km) foi licitada e a empresa vencedora foi o Consórcio Agrimat, ao custo de R$ 134 milhões. A empresa fará a execução das obras de implantação e pavimentação do contorno Norte da BR-163/364 – primeira etapa do Rodoanel. O secretário afirma ainda o consórcio deve realizar, assim que cessar as chuvas, a parte de drenagem e construção das pontes.  Ainda segundo ele, o maior problema neste momento são as constantes chuvas. Ele reconhece, no entanto, que a contratação das empresas pelo Regime Diferenciado de Contratação (RDC), também contribui com a demora porque os responsáveis precisam fazer os projetos por etapas para serem aprovados pelo Dnit.

Com o término da construção do Rodoanel, o tráfego pesado e intenso das rodovias será desviado da região central das cidades de Cuiabá e Várzea Grande, permitindo a redução do tempo de viagem, de custos de manutenção e operação dos veículos, além de proporcionar condições satisfatórias à segurança dos motoristas e pedestres.

 

Tarso Nunes

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