04/03/2011 - 08h:30 Madureira vira prefeito em VG e já exonera 12 secretários

O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, vereador João Madureira (PSC), tomou posse como prefeito na noite desta quinta-feira (3) e já promete uma revolução na administração da cidade. Ele informou ao Olhar Direto que, de imediato, vai exonerar 12 secretários e tentar chegar a um acordo com a classe médica para acabar com a greve que já dura meses.
"Vou passar a noite trabalhando para dar celeridade às ações da prefeitura. Os secretários que tiverem denúncias de irregularidades serão exonerados e ainda vou ficar reunido com a classe médica durante à noite para tentar acabar com essa greve", afirmou em entrevista ao Olhar Direto.

Do atual secretariado, apenas dois serão mantidos. São eles, os vereadores Baiano Pereira (DEM), que está no comando da pasta de Esporte, e Iltinho, atual secretário de Educação.
A posse de Madureira se deve ao fato dos vereadores terem aprovado, por unanimidade, o afastamento do prefeito Murilo Domingos (PR) e do vice Tião da Zaeli (PR), que passou a faixa de prefeito ao parlamentar. O presidente informou ainda que são inúmeras as denúncias de irregularidades contra o secretariado e por isso pretende fazer um limpa na administração municipal.

Sobre o mandado de segurança que Murilo deverá ingressar na justiça, Madureira não demonstrou preocupação. “Eu vou fazer o meu trabalho, mas se a justiça entender por bem devolver o cargo ao prefeito, não podemos fazer nada, mas nós vereadores queremos que o prefeito trabalhe, porque ele não faz nada, a situação no município é caótica, a população não aceita mais. O Murilo fica pedindo licença e prorrogando a licença e ainda não deixa o menino (Zaeli) trabalhar”, reclamou.
O advogado Paulo Taques, que faz a defesa de Murilo, adiantou que até amanhã já deve haver uma decisão da justiça. Caso a decisão anule o ato de afastamento do prefeito, Madureira não deve ficar sequer 24 horas no cargo.
Madureira destacou ainda que a crise política entre Murilo e Zaeli é tão aguda que ambos sequer conversam. “O município está um caos, os vereadores são empurrados com a barriga, por isso precisamos tomar uma providência”, afirmou.
O curioso é que Madureira foi cassado pela Justiça Eleitoral, mas se mantém no cargo por força de uma liminar. A cassação ocorreu porque o vereador teria contratado um presidiário em regime fechado para trabalhar no seu gabinete.
No lugar de Madureira na presidência da Câmara assume o vereador Maninho Barros (PR). Os parlamentares republicanos, que são maioria no legislativo municipal, abandonaram o prefeito e além de aprovarem o afastamento, também criaram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as denúncias de irregularidades no município.

 

Da Redação - Alline Marques