03/03/2015 - Estado inicia 2ª etapa da reforma e quer economia de R$ 1,3 bi

A Secretaria de Fazenda deu início, nesta segunda-feira (02), à segunda etapa da Reforma Administrativa Pública Estadual, que corresponde à revisão de todos os contratos firmados na gestão passada.

De acordo com o secretário Paulo Brustolin, o objetivo é renegociar valores ou, até mesmo, cancelar contratos, para alcançar a meta de reduzir R$ 1,3 bilhão em custos operacionais, ainda neste ano. O valor é o equivalente a 7% do custo total da máquina.

“As secretarias do Estado vinham sendo gerenciadas como ilhas e a atual administração quer um gerenciamento global da máquina. Vamos montar um sistema de informações para que o governo possa centralizar dados e números, para que possamos disponibilizar para o governador em tempo real os custos operacionais do Estado”, disse.

Além de Brustolin,  participam do grupo de trabalho os secretários de Planejamento (Seplan), Marco Marrafon, e de Gestão, Júlio Modesto. 

A equipe terá o prazo de 60 dias para a conclusão dos estudos. Em seguida, a segunda etapa da reforma administrativa será encaminhada como projeto de lei para ser apreciado na Assembleia Legislativa.

“Iremos fazer a revisão rigorosa de cada contrato firmado com cada secretaria. Todos os secretários serão acionados pelo Tesouro Estadual a participar da ação, assim como todos os grandes prestadores de serviço, que terão os contratos revistos”, afirmou Brustolin. 

Primeira etapa

A primeira parte da reforma do Governo foi encaminhada à Assembleia na última terça-feira (24) pelo secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques.

O trabalho levou 50 dias para ser concluído.

O projeto extingue 1.105 cargos comissionados, o que representa 25% desses funcionários e uma economia de R$ 146 milhões ao ano, segundo projeção do Governo.

O Governo estima economizar mais de R$ 25 milhões por ano, caso a proposta seja aprovada.

No entanto, a primeira etapa representar uma economia de apenas 1,4% nas despesas do Estado.

O secretário Marco Marrafon minimizou os cortes e afirmou que as exonerações foram feitas de forma “responsável”.

“Os cortes foram feitos de forma responsável, com muito cuidado, após avaliação minuciosa de cada cargo e cada competência. Foram extintos aqueles que se constituíam em um entrave burocrático desnecessário e mantidos os considerados prioritários, sendo suas competências devidamente delimitadas”, explicou.

 

 

Douglas Trielli 
Da Redação

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