03/04/2016 - Ezequiel Fonseca revela que PP deve deixar base aliada do governo Dilma; sem cargos é mais fácil sair do barco

03/04/2016 - Ezequiel Fonseca revela que PP deve deixar base aliada do governo Dilma; sem cargos é mais fácil sair do barco

Enquanto o PMDB vê sua bancada no Congresso se digladiando internamente para o obedecer o Diretório Nacional e sair do governo da presidente Dilma Rousseff (PT), o Partido Progressista percorre o caminho inverso. Primeiro, está ouvindo a bancada na Câmara Federal e, depois, irá submeter o sentimento da maioria ao crivo da Executiva Nacional.
 
A explicação partiu do deputado mato-grossense Ezequiel Ângelo Fonseca, presidente regional do PP, ao revelar que o sentimento majoritário é pela saída do governo Dilma, principalmente porque  a maioria ainda não possui cargos. “Tudo indica que o PP vai desembarcar também”, ponderou Fonseca. 

“Teve uma reunião com mais de 30 deputados, que já assinaram um documento a favor da saída [do PP] do governo. De repente, fazer um governo de coalisão, é o que estamos discutindo”, argumentou o parlamentar progressista.
 
Ezequiel reconhece que tanto a decisão do PMDB quanto à do PP, caso decida sair mesmo da base aliada, aumentam a crise política do governo Dilma. E ambas são avaliadas como fator importante no processo de impeachment da presidente da República, no Congresso. Na soma das bancadas, PMDB e PP detêm 117 cadeiras, na Câmara dos Deputados.
 
A bancada do PP se reuniu na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (30),   para discutir o futuro da agremiação e, embora não tenha batido o martelo,   Ezequiel entende que as possibilidades de permanência da sigla no governo são escassas. O PP se tornou a terceira maior bancada da Câmara Federal durante a janela de infidelidade partidária, e hoje soma 49 deputados.
 
Ezequiel Fonseca ponderou que a crise no governo Dilma se agravou muito após a divulgação de grampos telefônicos de suas conversas com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus aliados. “Creio que esse grampo telefônico foi a gota d´água”, justificou o presidente regional do PP.
 
No ano passado, Ezequiel foi o coordenador da bancada de Mato Grosso no  Congresso e, no início deste mês, entregou o cargo para o deputado federal Fábio Garcia, presidente regional do PSB. Ele está de licença, sendo substituído pelo deputado José Augusto Tampinha Curvo, mas  reassume no dia 18 de maio.
 
Todavia, sobre o impeachment, Ezequiel Fonseca reconheceu que  “O Partido Progressista está bem dividido”. O rompimento com o Partido dos Trabalhadores  e o governo Dilma foi defendido duramente pelo deputado fluminense Jair Bolsonaro (PP).  

 

 

 

Da Reportagem Local - Ronaldo Pacheco

Comentários

Data: 03/04/2016

De: gilbertoaires1958@gmail.com

Assunto: parabenizando o pp

Caros amigos,vocês estão de parabéns, ao tomar essa decisão em larga o pt. No meu convir tenho muita admiração pelo seu partido no qual acredito nas palavras do deputado Jair Bolsonaro que vem prestando relevante serviço ao povo sofrido brasileiros. Porque se queimar por pouca coisa, sendo que mais de 6 milhoes e noventas mil pessoas foram as ruas em 13 de março e o pt nas duas passeatas não conseguiu juntar trezentas mil pessoas.Pense no futuro.
Governador Valadares.mg

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