03/05/2015 - Profissionais da educação de três municípios de MT estão parados

Servidores da educação de Matupá, Canabrava do Norte e Santa Terezinha, no interior de Mato Grosso, estão com as atividades paralisadas para reivindicar reajuste salarial. Em Matupá, município localizado a 696 km de Cuiabá, os profissionais estão parados desde o dia 5 de março deste ano para cobrar o reajuste de 13,01% e a reestruturação dos Planos de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS).

Segundo a presidente do sindicato da categoria daquele município, Regielma Bentes Nascimento, a estrutura das unidades escolares e creches também são ruins. "Infelizmente não temos previsão de voltar, porque o prefeito não negocia com os profissionais. Tivemos duas reuniões com ele. Estamos acampados em frente ao prédio da prefeitura", disse. O município conta com quatro escolas, sendo duas na zona rural, e duas creches. Mais de 1,6 mil alunos estão sem aula.

A sindicalista disse que a prefeitura encaminhou um projeto que não atende às reivindicações da categoria. "O projeto prevê reajuste salarial com percentuais diferenciados para as classes. Ele diferencia os profissionais de educação, dos grupos de apoio, técnicos e professores, mas o sindicato quer um reajuste para todos os profissionais", afirmou. O G1 tentou, mas não conseguiu entrar em contato com o prefeito do município, Valter Miotto Ferreira (PMDB).

Já em Canabrava do Norte, a 1.132 km da capital, os os servidores estão em greve desde 6 dia 16 de abril. Eles reivindicam o cumprimento de uma lei municipal que assegura o piso salarial de R$ 1.697,39 aos profissionais da educação.

De acordo com a categoria, a prefeitura do município não cumpriu  o acordo e os profissionais decidiram pela greve. Está prevista uma reunião para negociação o fim da greve para a próxima terça-feira (5).

Em Santa Terezinha, a paralisação começou no dia 15 de abril. A principal reivindicação é o reajuste salarial de 13,01% e a reestruturação do PCCS. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do município, Ronivon Costa disse que a pauta é extensa e a categoria também cobra a gestão democrática na escolha dos diretores das unidades e, com isso, a comunidade passe a eleger o profissional que irá ocupar essa função e não mais o prefeito, como acontece atualmente.

"Também estamos pedindo o reenquadramento dos profissionais e a elevação da carreira, assim como a liberação remunerada de um profissional para ficar no sindicato", disse, ao contar que às vezes é preciso pagar alguém para cumprir os compromissos do sindicato quando está em sala de aula.

Além de melhores condições de trabalho nas escolas e no ensino público, a prefeitura ainda estuda a possibilidade para atender os pedidos da categoria e alega inicialmente que não teria condições financeiras.

Outros municípios, como Barão de Melgaço e Nossa Senhora do Livramento, também chegaram a paralisar as atividades neste ano. Em Barão de Melgaço, a greve foi encerrada nesta quinta-feira (30), após 42 dias. O projeto que previa o aumento salarial foi aprovado pela administração municipal.

 

 

Do G1 MT

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