03/06/2015 - Justiça nega revogação de prisão de família de traficantes em MT

A  juíza da 7ª Vara Criminal, Selma Rosane Santos Arruda, negou pedido de revogação da prisão preventiva aos integrantes da família Pagliuca, todos acusados de tráfico internacional de entorpecentes e associação para o tráfico, conforme revelado pela Operação Mahyah da Polícia Federal. 

 

O pedido de revogação da prisão preventiva e remessa do processo ao Tribunal de Justiça para apreciação de recursos foi solicitado pela defesa em favor dos réus Joelson Alves da Silva, Elaine Cristina Pagliuca Silva, Regina Célia Cardoso Pagliuca e Régis Aristides Pagliuca. 

 

Todos estão foragidos há mais de um ano, desde que conseguiram liminar em um plantão de final de semana expedida pelo desembargador Manoel Ornellas, no ano de 2013.

 

Juntos, a condenação da família Pagliuca ultrapassa 60 anos. Além do envolvimento com o tráfico internacional de entorpecentes, ainda são suspeitos de articular a compra de uma sentença no Tribunal de Justiça, o que veio à tona pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) com a deflagração da Operação Assepsia. 

 

Para justificar a negativa em conceder a revogação de prisão solicitada pelos réus Régis Pagliuca e Célia Pagliuca, a magistrada citou o histórico de condenações severas impostas pelo Judiciário.

 

“Da análise do édito condenatório, verifica-se que a prisão se justifica em face da gravidade dos delitos pelos quais foram condenados, pela quantidade da pena fixada e o regime de cumprimento imposto, bem como para assegurar a aplicação da lei penal e a execução da pena, já que os acusados encontram-se foragidos. Isso posto e, ainda, por não haver qualquer mudança fática que justificasse a revogação da prisão decretada nos autos em desfavor dos acusados neste momento, sem mais delongas, indefiro o requerimento formulado pela defesa neste sentido”, diz um dos trechos da decisão.

 

 

 
Da Redação

 

 

 

 

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