03/07/2016 - Sistema penitenciário encerra greve após 33 dias de paralisação

03/07/2016 - Sistema penitenciário encerra greve após 33 dias de paralisação

Os servidores do sistema penitenciário decidiram na manhã deste sábado (02) que chegou o momento de encerrar a paralisação da categoria, que durou 33 dias. De acordo com a assembleia geral, as atividades voltarão à normalidade já neste domingo (03).

A assessoria de imprensa do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso informa que os servidores tomaram essa decisão levando em consideração a solicitação da assessoria jurídica do próprio Sindspen-MT, que entrou com pedido de dissidio coletivo, acatado pelo Tribunal de Justiça, que realizará na próxima quarta-feira (06) a primeira audiência para se discutir o assunto com o governo do Estado.
  
Os trabalhadores exigem a reposição inflacionária integral de 11% nos salários, em detrimento do valor aprovado pela Assembleia Legislativa, que não chega a 8%.
 
Paralisação de luto
 
Durante a assembleia, foi encaminhado e acatado pela categoria uma paralisação de 24 horas na próxima segunda-feira (04), sétimo dia do assassinato do agente penitenciário Aldo Halik, conhecido como Bradock.
 
“Será uma forma de prestarmos nossas condolências aos familiares e amigos, além de também ser uma forma de cobrarmos mais segurança para nossos servidores, além de chamarmos a atenção para os riscos da profissão”, informou o presidente do Sindspen-MT.
 
Na oportunidade o presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários do Estado de Mato Grosso (Sindspen-MT) parabenizou o empenho e o trabalho do comando de greve e demais servidores pela participação. “O trabalho dos servidores foi exemplar, recebemos muitos elogios das outras categorias pelo nossa atuação nessa greve, a maior do Estado de Mato Grosso, ou seja, nessa greve ganhamos o respeito dos outros servidores e conseguimos mostrar a todos o tamanho da nossa força”, disse Batista.

Salve Geral

A greve dos agentes prisionais provocou um dos finais de semana tensos da Baixada Cuiabana, quando os detentos convocaram de dentro das cadeias ataques a ônibus, servidores públicos que atuam na segurança e viaturas. Na ocasião, cinco veículos do transporte público de Cuiabá foram incendiados bem como a casa de agentes prisionais e policias militares.

 

 

 

Da Redação - Lucas Bólico

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