03/08/2011 - 11h:20 Caso Auro: Jornalista estava marcado para morrer; mandante falou muito

Embora muita gente não acredite, até porque a Polícia não fala nada sobre o assunto e a principal testemunha não viu o rosto do matador, mas o "Caso Auro Ida" está próximo a ser solucionado

 

O jornalista político Auro Ida, de 53 anos estava marcado para morrer. “Esse japonês não passa de amanhã”, disse o mandante do crime um dia antes da morte de Auro. Alguns antes, no entanto, o mesmo mandante, até então se achando dono da situação, falou muito, inclusive para  um amigo dele, que sem querer contou para um policial civil no local do crime: “Esse cara está andando muito por aqui. Isso mão vai prestar. Ele vai ver o que vai acontecer com ele”.

Segundo ainda a reportagem do Portal de Notícias 24 Horas News apurou, pelo menos uma semana antes da morte de Auro, o mandante já estava procurando um matador. “O mantente falava muito e não escondia de ninguém que estava atrás de um pistoleiro com coragem para matar o jornalista”, disse a fonte.

O mandante da morte de Auro Ida, segundo uma fonte da Secretaria de Segurança Pública (SSP) seria mesmo o ex-marido de Bianca Nayara Correa, de 19 anos, identificado como Rubens Alves de Lima, de 29 anos, com passagens pela Polícia por roubo e receptação.

Rubens, segundo a mesma fonte, teria contratado Evair Peres, o “Baby”, de 19 anos, detido duas vezes para investigações da Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), mas nas duas vezes foi liberado por falta de provas.

Além de “Baby”., outras duas pessoas teriam participado da cena do crime, uma delas teria levado a pista para esconder. No casa seria Luan Alves dos Santos, o “Pica-Pau”, que deixou cair a pistola durante uma perseguição da Polícia Militar no final de semana.

Três questões importantes estão confirmadas, mesmo assim a Polícia não confirma oficialmente. Primeiro, a arma apreendida com “Pica-Pau é a mesma usada para matar o jornalista Auro Ida. Segundo, quem atirou foi “Baby”. E terceiro, o mandante foi Rubens que nunca aceitou a separação de Bianca.

Auro Ida foi assassinado por volta das 22h50 da sexta-feira (21) do mês passado. O crime aconteceu em frente à casa da estudante Bianca, namorada de jornalista. Ela é a principal testemunha do crime. Só que, ela sempre negou ter visto o rosto do matador.

Questionado mais uma vez – a terceira nos últimos dias, o delegado Antonio Carlos Garcia de Mattos, titular da DHPP e auxiliar do delegado André Gonçalves, presidente do inquérito voltou a afirmar que as investigações vão terminar no momento certo. Para ela, estão falando muita coisa, mas falta o principal: provas.

“Não descartamos nada, mas falta o principal, provas. Todos na região do crime falam a mesma coisa sobre quem matou e quem mandou matar, mas nós ainda não temos prova de nada. Estamos correndo atrás de provas técnicas, cientificas e testemunhais para colocar as pessoas certas na cadeia. Provas que não gerem especulações e não deixem dúvidas no futuro”, comentou o delegado Garcia.

  

José Trindade
Redação 24 Horas News

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