03/09/2011 - Exoneração de delegado revolta categoria e aumenta crise na Polícia Civil

03/09/2011 - Exoneração de delegado revolta categoria e aumenta crise na Polícia Civil

A exoneração do delegado João Bosco, apontado como um dos melhores delegados do Estado, traz um rastro de revolta entre a grande maioria dos policiais civis: delegados, escrivães e investigadores, e o prenúncio de uma nova crise ainda mais aguda dentro da Polícia Civil de Mato Grosso, cuja cúpula se arrasta e não consegue resolver dez por cento da criminalidade no Estado 

O delegado João Bosco de Barros está sofrendo uma das piores humilhações de sua carreira de delegado. Responsável por trabalhar na elucidação de vários crimes de repercussão social, o policial estaria sofrendo represália por ter feito uma crítica ao atual sistema policial do Estado:  não só foi exonerado do cargo de coordenador do Centro Integrado de Segurança e Cidadania do Verdão, como não vai mais assumir a Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRRF). Bosco foi transferido para o Distrito da Guia e também cuidará das ocorrências de Acorizal. Bosco entrou com processo de aposentadoria.

Tido como um dos melhores delegados da Polícia Civil de Mato Grosso, João Bosco irritou a cúpula palaciana ao reclamar o desinteresse do Governo do Estado em resolver o impasse com os investigadores e escrivães em greve por melhores salários. Bosco ainda criticou o governo pelo pequeno número de profissionais na área de investigação.

Além disso havia anunciado que só iria assumir o comando geral da DRRF caso recebesse a garantia do governo do estado de que teria a sua disposição uma equipe de oito delegados, 16 escrivães e 31 investigadores...
Curiosamente após apontar inúmeras falhas existentes atualmente na Polícia Civil e a forma como o secretário de Segurança Pública, Diógenes Curado e o governo Silval Barbosa estão tratando o setor e a greve dos investigadores e escrivães, ele acabou sendo transferido para uma delegacia apontada de pequeno porte.
 
Nos meios policiais esta transferência vem sendo apontada como uma represália da cúpula da Segurança Pública as veementes criticas e ao pedido, que foi considerado um exagero, para poder assumir o comando geral da DHPP.
 
Uma das principais reclamações de João Bosco era que a greve estava inviabilizando investigações importantes como o assassinato do jornalista Auro Ida e agora, recentemente, o caso da Galeria Itália, onde dois bandidos e dois vigilantes morreram em tiroteio após tentativa de assalto.
 
Ao ser informado que estava sendo transferido para uma minúscula delegacia, João Bosco de Barros confirmou na manhã desta sexta-feira (02)  que não vai assumir o novo posto. Ele disse que entrou com seu pedido de aposentadoria.

 A exoneração de Bosco revoltou toda a categoria. Um delegado da alta corte da Polícia Civil já colocou seu cargo a disposição, e há informações de que todos os delegados titulares também vão pedir exoneração.

Uma das exonerações confirmadas é a do delegado Clocy Hugnei, atual delegado titular da Delegacia Metropolitana, responsável pela chefia geral das Delegacias de Polícia Civil de Cuiabá e Várzea Grande.

 

Escrito por José Trindade Da Redação 24 Horas News  

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