03/09/2013 - ‘Ela só quis proteger nossa mãe’, diz irmão de mulher morta em assalto

Homem deu facada em mulher que tentou defender a mãe em Água Boa.
Mãe também levou golpe e se recupera em casa.

Os familiares de Itamara Cristina Rinaldi, vendedora de roupas de 37 anos morta ao tentar defender a mãe em um assalto, reclamam da falta de segurança na cidade onde vivem, em Água Boa. Na quinta-feira (29) Itamara e a mãe dela, Marli, foram rendidas por um rapaz de 29 anos, que invadiu a casa delas e exigiu dinheiro. Itamara foi morta a facadas pelo assaltante.

Mãe e filhos trabalham como vendedores de roupas em Água Boa.  Em entrevista ao G1, Fernando Rinaldi, irmão de Itamara, diz que correu para a casa da mãe ao ouvir os gritos de socorro dela.

“Eu estava na loja com as duas e no final da noite fui embora para casa. Quando cheguei ouvi os gritos da minha mãe pedindo socorro. Encontrei minha irmã na frente da loja toda ensanguentada e minha mãe desesperada”, contou Fernando.

O suspeito pedia dinheiro da loja que fica junto com a casa de Marli. A vendedora chegou a pedir socorro para uma vizinha e foi rendida pelo rapaz. Itamara também foi ameaçada pelo assaltante que a levou até o caixa da loja. O suspeito queria mais dinheiro e foi para cima de Marli com a faca na mão. “Minha irmã se jogou na frente e levou a facada no lugar dela. Ela só queria protegê-la”, completou o irmão.

Apesar do esforço de Itamara, Marli também foi atacada pelo assaltante e levou uma facada no peito. A família encaminhou as duas para um hospital de Água Boa. Pouco tempo depois de dar entrada na unidade Itamara morreu. “Por pouco a faca não atingiu o coração ou o pulmão da minha mãe. A faca bateu no osso dela e por sorte não morreu”, completou o vendedor...>>>

 

Homem foi preso após esfaquear mãe e filha em Água Boa. (Foto: Água Boa News)

Marli se recupera em casa e deve prestar depoimento ainda nesta semana para a Polícia Civil. A família de Itamara acredita que o rapaz suspeito de cometer o latrocínio já havia sondado a casa e a loja na mesma semana do crime. O homem chegou a ser abordado por Marli depois que o encontrou na frente da loja da família. Ele teria respondido que estava procurando emprego. O suspeito também teria sido visto sentado em uma rotatória perto da casa das vítimas.

Preso
O rapaz foi preso momentos depois de cometer o crime. O delegado responsável pelo caso, Carlos César Leverger, indiciou o suspeito por latrocínio consumado, latrocínio tentado e tráfico de drogas. Em depoimento, o suspeito preferiu ficar em silêncio. "Ele já tinha cumprido pena pelo crime de estupro e estava no regime semi-aberto. Ele se reservou o direito de ficar em silêncio", disse ao G1 o delegado.

O rapaz foi encaminhado para o presídio local e a Polícia Civil tem até 10 dias para concluir o inquérito sobre o caso.

 

 

 
 
Escrito por Denise Soares Do G1 MT