03/11/2014 - “Estão fazendo tempestade em um copo d’água", diz Muniz

Para Muniz, o Estado está “inchado” e a nova gestão corre risco se não adotar medidas duras

 
Um dos principais aliados do governador eleito Pedro Taques (PDT), o prefeito de Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá), Percival Muniz (PPS), defendeu os cortes de gastos no Estado e a diminuição de pastas do Governo anunciados pelo coordenador de transição governamental, Otaviano Pivetta (PDT).

Ele também criticou as polêmicas em torno da transição de Taques, como extinção de secretarias.

“Estão fazendo tempestade em um copo d’água, muito blá-blá-blá em cima de estudo. Estudo é estudo, e decisão é decisão. O pessoal gosta de antecipar sofrimento. Tem que deixar a coisa andar e não ficar fazendo da transição um cavalo-de-batalha. Ninguém sequer sabe ainda sobre a conclusão dos estudos”, disse.

Para ele, o Estado está “inchado” e, caso continue nesse ritmo, a gestão de Taques não terá condições de arcar com os custos da máquina.

“Eu acho que o Taques tem que fazer um Governo possível, um Governo que Mato Grosso permite. E se isso indicar, tecnicamente, a redução de pastas, que assim seja feito. E acredito que diminuir o tamanho do Estado seja fundamental, porque o Estado está grande e os recursos já não conseguem pagar as despesas”, afirmou.

Segundo Percival, os cortes devem começar pelos cargos de confiança do atual Governo, que hoje chegam a 6.400.

“Aquele que não for necessário e fundamental tem que ser demitido. Tem que permitir fazer ações a favor do cidadão, melhorar as escolas, a qualificação dos professores, apoiar os projetos culturais direto com aqueles que fazem cultura, melhorar as estradas. Enfim, é preciso cortar o meio para melhorar lá na ponta”, disse.

Fusão e extinção

Para o prefeito de Rondonópolis, é preciso esperar o fim dos estudos feitos pela equipe de transição antes de criticar a possível extinção e/ou fusão de secretarias.

Entre as mudanças mais criticadas está a possível extinção da Secretaria de Cultura, que deve ser incluída numa nova pasta, a Secretaria de Estado de Cidades e Desenvolvimento Regional (Secid), que também compreenderia outras pastas, como a de Turismo.

Para Percival, a Cultura não perde, caso não tenha uma secretaria. Ele acredita que é preciso apenas investimento do Governo.

“Acho que a Cultura se faz nos palcos, não em gabinete, nem com secretaria. Os projetos podem continuar sendo feitos, através de uma fundação ou de outro instituto, mas isso é um detalhe técnico, o importante é ter apoio institucional para ajudar a área cultural”, afirmou. 

“Esse negócio de ficar brigando por secretaria é coisa do passado. Independente do que seja, tem que escolher algo que seja bom para área, o mais célere, que dê mais resultado e o que chegue até a ponta. O que não pode é ter uma secretaria apenas para cabide de emprego”, completou o prefeito.
 
 
 

Douglas Trielli 
Da Redação

 

Comentários

Nenhum comentário encontrado.

Novo comentário