03/11/2014 - CPI para cassação de Walace poderá ser instalada; prefeito vê perseguição

O prefeito de Várzea Grande, Walace Guimarães (PMDB), corre o risco de responder a uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara Municipal. Isso porque, vereadores que seriam do grupo do senador Jayme Campos (DEM) já estariam juntando documentos para apresentar denúncia e comprovar fraudes do Executivo, a fim de solicitar a cassação do peemedebista. A articulação é para que Walace deixe o cargo de qualquer maneira, ou pelo Legislativo ou com determinação judicial pela suposta compra de votos na eleição de 2012, quando se elegeu prefeito.

 

Caso a CPI seja instaurada e ocorrer a cassação até 31 de dezembro, ou seja, dois anos após a eleição, a segunda colocada no pleito para prefeito no município assume, neste caso, a democrata  Lucimar Campos, visto que o peemedebista não teve mais de 50% dos votos nas urnas. Em contrapartida, caso Walace perca o mandato no próximo ano, seja por meio da CPI ou da Justiça, caberá ao presidente da Câmara, o vereador Jânio Calisto (PMDB), assumir o cargo e convocar eleição indireta, quando os próprios vereadores escolhem o representante, sendo parlamentar ou não. Entre os nomes mais cotados está o do vereador Maninho de Barros (PSD), que já assumiu a prefeitura em 2012, quando o ex-prefeito Tião da Zaeli (PSD) renunciou.

 

De todo modo, Walace revela não temer cassação oriunda da Câmara, tendo em vista que não existem denúncias apresentadas no Legislativo. Neste sentido, afirma que a perseguição é advinda dos democratas e é antiga. O prefeito ainda classifica as conversas de bastidores como fofoca, para tentar desestabilizar o bom convívio com os vereadores. “São artimanhas de políticos revoltados por não terem conseguido conquistar o voto popular”, explica.

 

Sigilo bancário

Sobre a quebra de sigilo bancário, Walace afirma que a Justiça não determinou a quebra de sigilo da sua conta. Assegura que em nenhum momento, no processo, o magistrado solicita a varredura das contas. Para ele, houve um equívoco da divulgação, que considera informação desencontrada. O prefeito explica que foi expedida a quebra de sigilo bancário de quatro pessoas ligadas a ele no convívio do dia a dia. Entre eles, o irmão Josias Guimarães, o empresário dono da gráfica Intergraf Evandro Gustavo, o Chicão da Líder e o secretário de finanças, Mauro.

 

Apesar disso, Walace considera as pessoas mencionadas idôneas e que a investigação nas contas mostra a devassa que está sendo feita na vida destas pessoas. Além do mais, reforça que querem incriminá-lo de alguma forma. “Algumas destas pessoas doaram na campanha e declararam nada mais do que isso”. O peemedebista ainda destaca que supostamente querem encontrar algum indício de “caixa 2”, no entanto, crê que a Justiça Eleitoral saberá conduzir as investigações. “E será provado que tudo não passa de perseguição política”, conclui.

 

 

Larissa Malheiros

 

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