04/02/2011 - 00h:01 Frei preso por abusar sexualmente de menor é solto na tarde de hoje - Da Redação - Alline Marques

O frei Erivan Messias da Silva, acusado de abusar sexualmente de uma adolescente de 16 anos foi solto há pouco pela juíza substituta da 3ª Vara Criminal de Várzea Grande, Marilza Aparecida Vitória.
O advogado Anderson Nunes Figueiredo informou que a juíza entendeu que há dúvida da existência do crime e por isso acatou o relaxamento do flagrante. Ele explica ainda que a jovem, em depoimento, negou que tenha sido violentada ou abusada sexualmente, sendo assim, segundo a defesa, o crime de estupro de vulnerável é descarecterizado.
A decisão contraria o parecer do Ministério Público Estadual que se manifestou contrário ao pedido de relaxamento da prisão em flagrante. A promotora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente alegou que a liberação do frei representa sérios riscos à investigação, sendo a manutenção de sua prisão imprescindível para a elucidação dos fatos. Destaca ainda que a "segregação deve ser mantida para resguardar a integridade psicológica da adolescente".
Agora a delegada de Defesa da Mulher, da Criança e do Idoso, de Várzea Grande, Juliana Palhares, responsável pelo caso, terá 30 dias para conclusão do inquérito, podendo ser prorrogado. Após o fim das investigações, o relatório será enviado ao MPE que poderá oferecer ou não a denúncia contra o frei.
Erivan agora irá aguardar em liberdade a ação penal, porém ficará impedido de deixar o país. Na terça-feira (1) o arcebispo de Cuiabá, dom Milton Santos, em nota enviada ao Olhar Direto, comunicou oficialmente a destituição do frei da Paróquia da Boa Morte (integrada pelas igrejas da Nossa Senhora Mãe dos Homens e Nossa Senhora de Guadalupe). No entanto, ele deverá ser enviado a outra paróquia.

O caso
Erivan foi preso ao sair de um motel com uma adolescente de 16 anos, na segunda-feira (31). De acordo com as investigações Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, da Criança e do Idoso, de Várzea Grande, o religioso vinha mantendo um relacionamento afetivo com a garota há pelo menos seis meses. A polícia então passou a vigiá-lo desde o começo deste ano.
Segundo a delegada que cuida do caso, Juliana Palhares, a família da menor frequentava a Igreja e tinha contato muito próximo com o frei. Segundo Palhares, a mãe da menor não tinha conhecimento do caso e ficou visivelmente surpresa e abalada quando soube do envolvimento da filha com o líder religioso. Ela acompanhou todo o depoimento da menina, na delegacia.