04/03/2011 11h:56 Lula ganha cachê de R$ 200 mil por palestra

São Paulo - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estreou hoje à noite na carreira de palestrante em evento promovido pela empresa coreana LG no Tr

São Paulo - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estreou hoje à noite na carreira de palestrante em evento promovido pela empresa coreana LG no Transamerica Expo Center, na capital paulista. Lula aproveitou a palestra paga exaltar seus oito anos de governo - o valor pela participação não foi confirmado oficialmente, mas entre profissionais da área de eventos consta que o cachê teria sido de R$ 200 mil.

A palestra durou 40 minutos. A imprensa, no entanto, teve acesso a apenas 15 minutos do discurso que se transformou em balanço de governo. "Nos oito anos do meu governo, foram criados 15 milhões de vagas com carteira assinada", ressaltou Lula, a uma plateia de cerca de mil empresário do setor varejista. O ex-presidente leu a maior parte da sua apresentação e destacou a importância de o governo federal ter atuado para a redução das desigualdades sociais. De acordo com Lula, é preciso trabalhar para que o povo brasileiro "continue sendo governado por gente que pensa em todos, e não apenas em uma parte". "Vinte milhões de pessoas saíram da pobreza e outros 36 milhões entraram para a classe média. É mais gente trabalhando e consumindo", enfatizou.

Durante o balanço, Lula destacou que em sua gestão o Brasil enfrentou a "pior crise do capitalismo mundial". O ex-presidente lembrou o episódio em que sofreu críticas por classificar a crise financeira mundial de "marolinha".

"Quando veio a crise econômica de 2008, eu disse que ia ser uma marolinha e fui achincalhado porque estava menosprezando a crise", afirmou. "Quando chegou a crise, em 2008, já tínhamos lançado o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em 2007 e, portanto, já estávamos com um programa de desenvolvimento para o Brasil", lembrou.

O ex-presidente recordou ainda um episódio em que decidiu fazer um pronunciamento à nação para incentivar o consumo. "Eu tive uma atitude que nem todo político tem coragem de fazer", contou, ao comentar que havia assessores no governo federal que consideravam sua atitude arriscada." Eu, que passei a vida toda sendo contra o consumo, fiz apologia ao consumo", disse.

Dos feitos de seu governo, Lula citou os programas "Luz para Todos" e o "Minha Casa, Minha Vida", que, segundo ele, ajudaram a aquecer o mercado interno e promover o crescimento econômico num momento de crise. "Vocês perceberam que quando chega a energia o cidadão quer ter televisor, geladeira e aparelho de som", ressaltou. Mais adiante, o ex-presidente destacou que a confiança do brasileiro na economia ajudou o comércio varejista. "Nunca se vendeu tantos móveis e eletrodomésticos neste País."

Diante de uma plateia licenciosa, que o aplaudiu poucas vezes, Lula disse o Brasil era até então um País capitalista que não tinha capital de giro para as empresas. "Pobre não conseguia entrar em banco neste País", afirmou. O ex-presidente contou aos empresários um episódio vivido no auge da crise financeira, em que propôs à direção do Banco do Brasil que lançasse uma linha de financiamento para carros, mas foi alertado de que a instituição não tinha expertise nesse setor. "E quanto tempo a gente demora para formar essa tal de expertise?", questionou Lula, arrancando risos da plateia. Segundo ele, cúpula do Banco do Brasil respondeu que levaria cerca de dois anos. "Hoje o Banco do Brasil está financiando e não está tendo inadimplência", observou.

Ao listar os seus feitos na Presidência, Lula ressaltou que o crescimento econômico do País permitiu que a "maior capitalização da história da humanidade" fosse realizada em São Paulo. "Vocês vão pensar que foi nos Estados Unidos ou na Alemanha, mas a maior capitalização da história da humanidade foi em São Paulo, e foi a da Petrobras."

O ex-presidente aproveitou a palestra para pedir que as empresas da área de tecnologia trabalhem para toda a sociedade, e não para um grupo. "Não basta ter um terço da população tendo acesso a essas coisas. É preciso que toda a população tenha (o acesso)."

Lula afirmou também que os empresários são "protagonistas de um jeito novo do País dar certo". "Vocês são protagonistas da maior transformação do Brasil nos últimos anos", elogiou.

Pouco antes da palestra, o ex-presidente conheceu os lançamentos da LG no Brasil e testou novos produtos. A participação de Lula em um jantar estava prevista, mas ele deixou o evento alegando que pretendia visitar o ex-vice-presidente José Alencar, que está internado desde o início de fevereiro no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista.

ansamerica Expo Center, na capital paulista. Lula aproveitou a palestra paga exaltar seus oito anos de governo - o valor pela participação não foi confirmado oficialmente, mas entre profissionais da área de eventos consta que o cachê teria sido de R$ 200 mil.

A palestra durou 40 minutos. A imprensa, no entanto, teve acesso a apenas 15 minutos do discurso que se transformou em balanço de governo. "Nos oito anos do meu governo, foram criados 15 milhões de vagas com carteira assinada", ressaltou Lula, a uma plateia de cerca de mil empresário do setor varejista. O ex-presidente leu a maior parte da sua apresentação e destacou a importância de o governo federal ter atuado para a redução das desigualdades sociais. De acordo com Lula, é preciso trabalhar para que o povo brasileiro "continue sendo governado por gente que pensa em todos, e não apenas em uma parte". "Vinte milhões de pessoas saíram da pobreza e outros 36 milhões entraram para a classe média. É mais gente trabalhando e consumindo", enfatizou.

Durante o balanço, Lula destacou que em sua gestão o Brasil enfrentou a "pior crise do capitalismo mundial". O ex-presidente lembrou o episódio em que sofreu críticas por classificar a crise financeira mundial de "marolinha".

"Quando veio a crise econômica de 2008, eu disse que ia ser uma marolinha e fui achincalhado porque estava menosprezando a crise", afirmou. "Quando chegou a crise, em 2008, já tínhamos lançado o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em 2007 e, portanto, já estávamos com um programa de desenvolvimento para o Brasil", lembrou.

O ex-presidente recordou ainda um episódio em que decidiu fazer um pronunciamento à nação para incentivar o consumo. "Eu tive uma atitude que nem todo político tem coragem de fazer", contou, ao comentar que havia assessores no governo federal que consideravam sua atitude arriscada." Eu, que passei a vida toda sendo contra o consumo, fiz apologia ao consumo", disse.

Dos feitos de seu governo, Lula citou os programas "Luz para Todos" e o "Minha Casa, Minha Vida", que, segundo ele, ajudaram a aquecer o mercado interno e promover o crescimento econômico num momento de crise. "Vocês perceberam que quando chega a energia o cidadão quer ter televisor, geladeira e aparelho de som", ressaltou. Mais adiante, o ex-presidente destacou que a confiança do brasileiro na economia ajudou o comércio varejista. "Nunca se vendeu tantos móveis e eletrodomésticos neste País."

Diante de uma plateia licenciosa, que o aplaudiu poucas vezes, Lula disse o Brasil era até então um País capitalista que não tinha capital de giro para as empresas. "Pobre não conseguia entrar em banco neste País", afirmou. O ex-presidente contou aos empresários um episódio vivido no auge da crise financeira, em que propôs à direção do Banco do Brasil que lançasse uma linha de financiamento para carros, mas foi alertado de que a instituição não tinha expertise nesse setor. "E quanto tempo a gente demora para formar essa tal de expertise?", questionou Lula, arrancando risos da plateia. Segundo ele, cúpula do Banco do Brasil respondeu que levaria cerca de dois anos. "Hoje o Banco do Brasil está financiando e não está tendo inadimplência", observou.

Ao listar os seus feitos na Presidência, Lula ressaltou que o crescimento econômico do País permitiu que a "maior capitalização da história da humanidade" fosse realizada em São Paulo. "Vocês vão pensar que foi nos Estados Unidos ou na Alemanha, mas a maior capitalização da história da humanidade foi em São Paulo, e foi a da Petrobras."

O ex-presidente aproveitou a palestra para pedir que as empresas da área de tecnologia trabalhem para toda a sociedade, e não para um grupo. "Não basta ter um terço da população tendo acesso a essas coisas. É preciso que toda a população tenha (o acesso)."

Lula afirmou também que os empresários são "protagonistas de um jeito novo do País dar certo". "Vocês são protagonistas da maior transformação do Brasil nos últimos anos", elogiou.

Pouco antes da palestra, o ex-presidente conheceu os lançamentos da LG no Brasil e testou novos produtos. A participação de Lula em um jantar estava prevista, mas ele deixou o evento alegando que pretendia visitar o ex-vice-presidente José Alencar, que está internado desde o início de fevereiro no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista.

 

Autor: Portal do Holanda