04/03/2015 - Aude rebate críticas “requentadas” de Moreno; Leonardo e Mahon correm por fora

A eleição para escolha da nova diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso (OAB-MT), já está em clima “quente”, embora os pré-candidatos afirmem que só pretendem discutir sobre o assunto no segundo semestre deste ano. 

O pré-candidato de oposição, advogado José Moreno, derrotado por Maurício Aude no último pleito, não poupou críticas ao modelo de eleição da OAB em uma rede social. Segundo ele, “a OAB conclama a todos para participarem de campanhas pelo Voto Limpo, luta por alterações nas regras de arrecadação de campanha, entretanto, não faz o dever de casa”.

Para Moreno, a eleição é desorganizada. “Nas campanhas da OAB não se prestam contas dos valores arrecadados e gastos; não se sabe quem doou; não há necessidade de se desincompatibilizar do cargo que se ocupa quando o postulante busca a reeleição ou concorre a outro cargo eletivo; há loteamento de cargos; não se proíbe a boca de urna; se permite a utilização de showmícios, camisetas e tudo o mais que é proibido nas campanhas de eleições partidárias. E o que dizer daquele corredor polonês ao qual os advogados votantes são submetidos no dia de eleição?”, critica. 

Ele diz que inventaram projetos para camuflar as campanhas. “Inventam Projetos como OAB 80 Anos (fazendo com que tal marco dure três anos) e, sempre, ao final dos mandatos, criam ciclos de palestras mambembes, percorrendo as principais cidades pólo tendo como palestrantes nada mais nada menos que os candidatos da situação. No fundo, se trata de pura campanha eleitoral com dinheiro das anuidades. É uma vergonha!!!!”. 

O atual presidente, Maurício Aude, afirmou que as críticas são bem recebidas, mas ponderou que é recorrente em anos de eleição. “Toda crítica deve ser bem recebida. Porém, trata-se de críticas requentadas. Vieram à tona há seis anos, vieram à tona há três anos, e estão vindo à tona agora”, afirmou o presidente da OAB-MT.

Ele diz que a oposição deve apresentar seus projetos ao invés de criticar. “O doutor Moreno é um advogado brilhante e ele deve ter projetos muito bons”, diz Aude.

Sobre a possibilidade de disputar novamente o comando da Ordem, Aude garante que a reeleição é um processo natural, mas pondera que ainda não “amadureceu” o projeto. “A reeleição é natural, mas é necessário que haja um amadurecimento, a opinião de quem faz parte da nossa gestão e de quem não faz também. Se avaliarem que nosso trabalho está a contento, meu nome está à disposição do grupo”, afirmou.

Ele garante que não deixará de trabalhar devido às críticas. “Vou continuar visitando as 29 subseções e fazendo meu trabalho”, salienta.

Aude diz também que não acredita que haja um rompimento com o presidente da Caixa de Assistência dos Advogados, Leonardo Pio da Silva Campos. “O nome do grupo será discutido posteriormente. Ele (Leonardo) já demonstrou a disponibilidade para disputar a presidência da OAB, e declarou que aguarda um posicionamento meu para só então colocar seu nome à disposição. Isso é natural. Foi assim quando o ex-presidente Cláudio Stábile decidiu que não iria mais disputar o cargo e eu coloquei meu nome”, explica.

Leonardo, por sua vez, afirmou que está discutindo com o grupo a possibilidade de disputar o comando da Ordem e que não qualquer chance de rompimento com o atual presidente, Maurício Aude. “Vamos discutir internamente qual é o nome mais viável. Tenho certeza que o grupo vai escolher a melhor opção”. 

Segundo ele, o assunto é muito mais discutido pela imprensa do que pelo grupo. “Não há racha porque esse assunto não é um problema. Minha relação com Aude é a melhor possível. Tudo isso não passa de boatos. O processo de escolha tramita muito maduro, sem risco de rompimento”, declarou.

Ele também rebateu as críticas contra a atual gestão. “É mesquinho quem acha que não devo andar pelo interior, atender os advogados, fazer meu trabalho, porque acham que é errado. Não vou levar benefícios aos advogados porque a oposição diz que é campanha eleitoral? Esperamos sinceramente uma discussão de alto nível”. 

A quarta via na disputa pela presidência da OAB-MT é o advogado Eduardo Mahon. Embora não confirme sua pré-candidatura, Mahon diz que se sente lisonjeado por ser cotado pela categoria e diz que seu nome está à disposição. 

“Ninguém pode ser candidato de si mesmo e sim de um grupo, com propostas de uma plataforma moralizante da OAB-MT. Se sentir que meu nome é bem aceito, vamos sim montar uma candidatura”, declarou.

 

 

Da Redação - Flávia Borges

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