04/05/2015 - "Vou falar tudo e tem gente que pode se espantar", promete Yênes Magalhães

04/05/2015 - "Vou falar tudo e tem gente que pode se espantar", promete Yênes Magalhães

Yenes Magalhães, ex-diretor da extinta Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Pantanal (Agecopa), confirmou que ainda não foi intimado pela Comissão Parlamentar de inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa que investiga irregularidades nas obras da Copa, mas disse que não se furtará em falar o que foi projetado e feito durante o tempo em que esteve à frente da agência.

 

“Ainda não me agendaram uma data para depor. Fiquei sabendo pela imprensa que os deputados querem ouvir de mim o que foi planejado nos primórdios de tudo, e assim que intimado eu vou sim. Vou falar tudo e tem gente que pode se espantar”, disse.

 

Yenes também adiantou que se o assunto for entre transporte e modal escolhido para ser construído para o evento, ele vai falar que o mais seguro e viável para Cuiabá naquela época era o Bus Rapid Transit.

 

“Eu, mais do que ninguém, era o defensor do BRT para Cuiabá. Até hoje eu falo, se estivesse me ouvido as coisas não estariam como estão hoje. Não tinha como construir um modal como o VLT em dois anos. Aquilo demanda tempo. Até hoje está empacada, por que teimaram”, disse Yenes.

 

O ex-diretor da Agecopa também palpitou sobre a continuação ou não da construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

 

“Pela maneira que está adiantado, é necessário que se conclua essa obra. Se não concluir é um dinheiro nosso que vai pro ralo. Mais de R$ 1 bilhão. Eu na época sugeri o BRT porque, além de ser mais rápida, a implantação dele em Cuiabá também seria mais barata. Mas não me ouviram e quiseram enfeitar. Hoje tem que terminar o VLT por honra. Porque Copa já foi e fizemos sem VLT”, comentou o ex-diretor.

 

Yenes, Silval Barbosa e José Riva são os mais esperados entre os depoentes da CPI das obras da Copa. Yenes defendeu abertamente a implantação do BRT e, nos bastidores, dizem que sua saída da direção da Agecopa, após menos de um ano no cargo, aconteceu pela postura contrária ao VLT.

 

MAIS R$ 1 BILHÃO

 

Nesta quarta-feira, o professor-doutor em Engenharia dos Transportes Luiz Miguel de Miranda, da Universidade Federal de Mato Grosso, testemunha da CPI, apresentou uma tese de mestrado que analisa a necessidade de mobilidade urbana em Cuiabá e Várzea Grande.

 

Com os dados, o professor demonstrou que o Bus Rapid Transit (BRT) atenderia melhor às necessidades dos municípios do que o VLT, além de apresentar um custo muito menor.

 

O professor apontou que a construção do VLT está saindo a R$ 67 milhões por quilômetro e disse não acreditar que será possível concluir a implantação do modal com o valor já pago, defendendo que seriam necessários mais R$ 1 bilhão.

 

Luiz Miguel de Miranda afirmou que o governo agiu com soberba com a população sobre o VLT, ao esconder da sociedade a realidade sobre o transporte público e a necessidade das mudanças na mobilidade urbana das cidades.

 

 

 

 

Por: MAX AGUIAR

 

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