04/06/2013 - Polícia identifica responsável por apostila que difamava cidades de MT e descarta sabotagem

A suspeita de ter algum tipo de sabotagem nas apostilas do Qualifica MT foi descartada pela Polícia Civil. A investigação tomou outro viés quando os policiais detectaram que o conteúdo ofensivo a algumas cidades de Mato Grosso era nada mais que plágio de uma página de humor da internet. A responsável pela edição, revisão e publicação das apostilas era uma pessoa sem nível superior de ensino. 

Os equipamentos de informática para realizar as impressões, buscas e elaboração das apostilas foram inspecionados e apreendidas pela Gerencia Especializada em Crimes de Alta Tecnologia (Gtec), da Polícia Civil. O delegado Anderson Veiga, coordenador de Inteligência de tecnologia, comentou que a suspeita de ter cometido o caso do plágio poderá responder em liberdade por crime de violação autoral. 

“Ainda estamos finalizando as investigações. Mas o que temos para informar é o caso não seria uma sabotagem da empresa que teria impresso as páginas da apostila. A única pessoa que era responsável pelo caso não tinha curso superior e buscava todos os conteúdos em um site de sátira, conhecido como Desciclopédia”, relatou o delegado. 

Outras 17 apostilas do Qualifica MT também foram recolhidas por conter algum tipo de flaha humana. A mulher que cometeu os erros, que de acordo com a Polícia Civil pode ser considerada uma falha humana, foi identificada como Cristiane Aparecida Mendes, que não tinha curso superior e recebeu R$ 6 mil pelo trabalho de revisão dos conteúdos. 

“Esse pagamento aconteceu de forma dividida. A suspeita recebeu R$ 3 mil adiantado e a outra parte após o fechamento das apostilas. Ela simplesmente copiava e colava os textos para estudo. Os nomes de quem e de onde veio os textos não foram citados, apenas o nome do curso Qualifica MT”, informou Veiga. 

Segundo a Polícia Civil, além de Cristiane, outras duas pessoas que seriam proprietários da empresa também seriam responsabilizados pelo crime de violação de direitos autorais. “O presidente da empresa Edivaldo Paiva e o diretor Aroldo Portela também serão indicados. Nesse caso não cabe fiança por que ninguém foi preso em flagrante, mas após condenados poderão ser apenados em dois ou quatro anos em regime aberto pelos delitos”, confirmou o outro delegado que participou das investigações, Marcelo Felismino Martins, diretor de Inteligência da Polícia Civil. 

As ofensas retratadas nas apostilas aconteceram contra os municípios de Santo Antonio de Leverger, Cáceres e Barão de Melgaço. Entre os pontos de falhas encontrados na apostila está a localização do Morro de Santo Antonio, que estaria entre os municípios de Pontes e Lacerda e Comodoro, na divisa com Rondônia. Em outra parte, o município de Cáceres foi chamado de “cu do mundo”. “Isso é lamentável”, comentou o delegado Felismino.

As apostilas fizeram parte do programa de qualificação para a Copa 2014, oferecido pela Secretaria Estadual de Trabalho e Assistência Social (Setas).

 

Da Redação - Max Aguiar

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Data: 01/11/2013

De: ojectzrm

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