04/08/2014 - Álvaro de Carvalho (SP): Criança ferida é encontrada andando sozinha em rodovia após acidente

Um motorista ficou ferido após perder o controle do veículo, capotar e cair em uma ribanceira no km 36 da Rodovia Mamede Ribeiro, em Álvaro de Carvalho (SP) na noite de sábado (2). Após o acidente, o motorista ficou desacordado e o filho dele, que aparentava ter cerca de 2 anos, conseguiu se soltar da cadeirinha, que foi arremessada para fora do carro, e andou cerca de 1 km pelo acostamento da rodovia.

Por volta das 21 horas, o pedreiro Natanael Israel Nunes localizou a criança, que apresentava ferimentos nas costas. O morador de Garça (SP) voltava de uma pescaria quando viu o menino, sem camisa, caminhando no acostamento. “Eu só vi a cabeça dele, os 'cabelinhos' loiros no meio do mato já um pouco alto do acostamento e nem pensei, fui para acostamento e parei o carro. Quando ele viu que paramos, já veio correndo na nossa direção”, conta.

Criança sofreu ferimentos leves nas costas no acidente  (Foto: Divulgação/ Polícia Militar)

De acordo com informações da Polícia Rodoviária, o menino estava na cadeirinha e foi arremessado para fora do carro antes do veículo cair na ribanceira, por isso ele conseguiu se soltar e sair andando pela rodovia. Até aquele momento, o pedreiro e os outros ocupantes do carro não sabiam do acidente e só encontraram a criança, que apresentava ferimentos nas costas e picadas de inseto pelo corpo. “Eu pensei que era alguma maldade, que alguém tinha machucado ele ou jogado ele do carro. Ele estava todo cheio de formigas pelo corpo por ter caminhado perto do mato.” O pedreiro disse que tentou conversar com o menino, mas ele estava bastante assustado e não soube dizer o que tinha acontecido.

“Foi um susto, porque passo por aquela rodovia quase todo sábado e nunca vi uma coisa dessas. Foi Deus que me colocou ali, porque se o menino andasse mais 10 metros acabaria o acostamento, tem uma curva e com certeza o risco de um atropelamento era muito grande. Eu nem dormi essa noite pensando no que poderia ter acontecido”, completa Natanael.

Natanael levou o menino para delegacia de Álvaro de Carvalho e o Conselho Tutelar foi acionado. Somente quando menino estava recebendo na Unidade de Pronto-Atendimento, cerca de uma hora e meia depois de ter sido resgatado, que a notícia de um capotamento, próximo ao local onde a criança foi encontrada, chegou até a Polícia Rodoviária.

"Foi Deus que me colocou ali, porque se o menino andasse mais 10 metros acabaria o acostamento, tem uma curva e com certeza o risco de um atropelamento era muito grande"Natanael Nunes, pedreiro

Local do acidente
Ao chegar ao local, os policiais e a conselheira tutelar encontraram o pai do menino, ferido, mas já fora do carro, que havia caído em uma ribanceira após capotar. O pai ficou desacordado após a queda, mas sofreu apenas ferimentos leves. Ele também foi encaminhado para UPA de Garça, onde recebeu o atendimento e foi liberado. 

“Ele estava bastante nervoso, desesperado porque não encontrava o filho, que estava na cadeirinha dentro do carro. Nós então dissemos que o menino já tinha sido socorrido e estava tudo bem. Depois disso ele se acalmou”, conta a conselheira Tânia Lopes.

O menino também sofreu escoriações leves nas costas, foi atendido e liberado. Ainda segundo a conselheira tutelar, a mãe da criança ficou sabendo do acidente e fui buscar o filho na UPA antes mesmo da chegada do pai.

“Ela nos contou que os dois saíram para fazer compras em Álvaro de Carvalho, porque eles moram em uma fazenda na zona rural, e sofreram o acidente na volta para casa”, esclarece Tania.

Assim como o pedreiro, a conselheira ficou surpresa com a situação. “Essa criança nasceu de novo. Além de sobreviver ao acidente, o menino andou no acostamento de uma rodovia, com o risco de ser atropelado. Nunca iria imaginar uma história assim que, Graças a Deus, teve um final feliz”. Um boletim de ocorrência de acidente de trânsito foi registrado e a polícia vai investigar as causas do acidente. O G1 tentou contato com os pais dos meninos, tanto por telefone como no local onde eles moram, mas eles não foram localizados.

 

Escrito por Mariana Bonora Do G1

 

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