04/08/2015 - Servidores federais de MT anunciam greve na 2ª; UFMT segue sem aulas

Os servidores públicos federais de Mato Grosso anunciam greve, por tempo indeterminado, a partir desta amanhã (3). A decisão foi tomada durante assembleia geral, realizada na semana passada. Na reunião, a categoria rejeitou a proposta de reajuste salarial do Governo, de 21,3%, divididos em quatro anos. Os servidores argumentam que o valor sequer reporia a inflação do período, em 27,3% de acordo com o Dieese.

A decisão pela greve seguiu deliberação da Plenária Nacional dos Servidores Públicos Federais, realizada em 18 de julho, em Brasília. A ideia é paralisar todo o serviço público federal a partir desta próxima semana. “Chega de ficar brincando de assinar papel aqui, acolá. Vamos construir essa greve, mais ampla que a de 2012, onde paralisaremos o país”, dispara Carlos Alberto de Almeida, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Federais de Mato Grosso (Sindsep-MT).

Segundo informações do Comando Estadual de Greve (CEG), a categoria ainda deve se reunir para estudar as diretrizes que serão tomadas. Contudo, o vice-presidente do sindicato, Roosevel Motta, comenta que ao longo desta semana reuniões serão feitas pontualmente nos órgãos, para levantar estas diretrizes. Compõem o CEG os servidores Jorge Frederico Cardoso, Neusa Divina de Jesus, Roosevel Motta, Marinézio Soares de Magalhães, Carlos Alberto de Almeida e José Henrique Pedroso.

EBSERH

Em assembleia geral, realizada em 24 de julho, os trabalhadores da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH), que presta serviços ao Hospital Universitário Júlio Müller, decidiram pela suspensão dos serviços por 48 horas, nos dias 30 e 31 de julho.

O objetivo da paralisação foi buscar avanços da categoria no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2015/2016, que chega a 9ª rodada de negociações, sem que haja um consenso. Além disso, a classe também pede reajuste do auxílio alimentação de R$ 783,90, garantia da escala de 12/36 todos os dias da semana para todos os setores, garantia da escala 12/24 para os médicos, alteração da progressão para 18 meses, contemplado 1% do valor da folha de pagamento nacional, e a discussão de adicional por titulação.

Outras paralisações

Servidores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) estão em greve há quase dois meses e o impasse segue sem avanços. Isso porque a negociação com o Ministério da Educação (MEC), que já começou tardia, até o momento está em torno de apenas uma das cinco frentes pleiteadas pela categoria, a salarial, sem entrar em consenso.

Os grevistas da Educação defendem o caráter público da universidade, com a realização de concurso público; cobram também melhores condições de trabalho, com a ocupação dos cargos existentes e a criação de novos; pedem garantia da autonomia; a reestruturação da carreira; e valorização salarial de ativos e aposentados.

Já os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de Mato Grosso, que paralisaram as atividades no início de julho, não apresentam sequer nova data para a próxima assembleia. Paralisado pelo mesmo período está o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT). Ambos pedem, entre outras reivindicações, o reajuste salarial de aproximadamente 27%.

 

 

Mídia News

Eduarda Fernandes

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