04/08/2015 - José Riva cita TJ e afirma que restrições eram “desnecessárias”

04/08/2015 - José Riva cita TJ e afirma que restrições eram “desnecessárias”

O ex-deputado estadual José Riva (PSD) classificou as medidas cautelares impostas pela Justiça como "desnecessárias".

Na tarde desta segunda-feira (3), ele compareceu à 2ª Vara Criminal de Cuiabá, para retirar a tornozeleira eletrônica, equipamento de monitoramento que ele vinha utilizando desde o dia 24 de junho. 

A retirada do aparelho ocorreu três dias após o desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, revogar três das seis medidas cautelares que haviam sido impostas pela juíza da 7ª Vara Criminal, Selma Arruda. 

“Não cabe a mim achar nada. Tudo que eu achar não vai mudar em nada. Acho que a decisão do TJ, por si só, já fala que essas medidas eram desnecessárias”, afirmou Riva, ao citar a decisão do desembargador Rui Ramos. 

Riva afirmou ainda que sua defesa não deverá recorrer contra as medidas que ainda pesam contra ele, como, por exemplo, a proibição de ele comparecer à Assembleia Legislativa (AL-MT) e nas empresas dos demais investigados da Operação Imperador.

Além disso, ele também está proibido de manter contato com os outros réus e testemunhas da ação, à exceção de sua esposa, a ex-secretária de Estado de Cultura, Janete Riva.

“Acho que as medidas que ainda restam não me atrapalham em nada. Então, é melhor que eu permaneça com elas, não vamos brigar por isso”, afirmou. 

“São coisas que não mudam em nada na minha vida. Não tenho o que fazer na Assembleia, não tem nada pra eu fazer lá. Tenho uma filha deputada, mas não preciso ir até lá para falar com ela. Não muda nada”, completou o ex-presidente da AL. 

“Não comento sobre a juíza” 

Ao ser questionado se vê excessos na forma como a juíza Selma Rosane tem conduzido o processo, Riva preferiu não comentar. 

“Não quero mais fazer comentários sobre o comportamento da juíza. Acho que toda vez que eu não concordar com o comportamento dela, eu vou à instâncias superiores reclamar”, disse. 

“Não vou mais falar sobre isso, vejo que é um incômodo. Não cabe a mim discutir isso”, completou. 

Ele também disse não ter visto problema em aguardar três dias, após decisão favorável do TJ, para poder fazer a retirada da tornozeleira eletrônica. 

“Não vejo nenhum problema em esperar. Sou caseiro, gosto muito de ficar com a família, curti muito a minha família nesses dias. Não vi problema nessa demora, acho normal”, concluiu o ex-parlamentar. 

Decisão 

A decisão que revogou três medidas cautelares importas ao ex-presidente da Assembleia, José Riva, atendeu pedido contido em habeas corpus impetrado pela defesa do político, representada pelos advogados Valber Melo, Rodrigo Mudrovitsch, George Alves e Felipe Carvalho. 

Além de não precisar mais usar a tornozeleira, Riva também foi liberado para sair de casa à noite e aos finais de semana, e não precisará informar à Justiça, caso queira visitar outras regiões do Estado.

No habeas corpus, a defesa de Riva alegou que as seis cautelares seriam “excessivas e desproporcionais”, pois o próprio STF não indicou a necessidade das mesmas.

 

 

Camila Ribeiro 
Da Redação

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