04/08/2015 - Carro "arranca" e advogada atropela quatro na Praça Popular

Quatro pessoas foram atropeladas por uma mulher na madrugada de sábado (1º), na região da Praça Popular, em Cuiabá.

Segundo informações da Polícia Civil, a advogada E.F., de 30 anos, perdeu o controle do veículo Kia Soul que dirigia, colidiu com um poste e atingiu quatro pessoas.

A Polícia Civil e a Polícia Militar foram acionadas, isolaram a área e conduziram as vítimas e a motorista ao Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá.

Dois rapazes e uma moça sofreram escoriações leves e tiveram alta.

Já Paulo Henrique de Barros, de 26 anos, teve ferimentos mais graves, fraturou a maxilar e teve que passar por cirurgia.

Paulo Henrique foi transferido para o Hospital Santa Rosa, onde segue internado, e seu estado de saúde ainda não foi informado.

A motorista foi ouvida pela Polícia Civil e liberada após a confecção do Boletim de Ocorrência.

Sem socorro

Segundo a esposa de Paulo, Rafaelly Alves, de 26 anos, a motorista "não prestou socorro em nenhum momento" e estaria alcoolizada.

“Ficamos indignados por ela não prestar socorro, não oferecer uma dipirona para a dor, nada”, afirmou.

Conforme Rafaelly, as vítimas trabalham em um bar localizado na Praça Popular e estariam esperando o turno terminar para irem embora.

Outro lado

Em entrevista ao MidiaNews, a condutora do veículo disse que não estava alcoolizada e que estava no local a trabalho.

Segundo a advogada, o seu carro teve perda total. Ela acredita que o veículo tenha apresentado uma falha mecânica, pois "deu um arranque" quando ela saía do estacionamento da praça.

“Eu estava saindo do estacionamento, entrei no carro e ele simplesmente disparou. Meu carro é automático, ele acelerou e eu bati a menos de 20 metros”, contou.

Segundo a advogada, ela pediu perícia para averiguar o que realmente aconteceu e se diz tão vítima do acidente quanto as outras quatro pessoas.

“Eu acredito que foi falha mecânica, porque eu jamais faria isso de propósito. Não tomei uma gota de álcool, bati com a cabeça no volante, desmaiei, levei 15 pontos na cabeça”, afirmou.

Sobre tentar dar auxílio às vítimas, a motorista disse que os familiares foram muito agressivos e tentaram chutar a ela e aos pais dela, que a acompanhavam. Conforme E.F., a situação não deu margem para conversa.

“A família de uma das vítimas tentou agredir a mim e a minha família. Foi horrível, porque eles estão julgando como se eu tivesse feito isso por querer. Eu fui vítima também. Infelizmente, quando eu estava indo embora, aconteceu isso”, disse.

 

 

Jad Laranjeira 
Da Redação