04/09/2015 - Cuiabá tem a maior temperatura do ano; umidade cai a 10%

Cuiabá registrou o dia mais quente do ano na quarta-feira (2), com temperatura máxima de 41,1ºC e umidade relativa do ar inferior a 10%, por volta das 15h30. A informação é do meteorologista Valdilson Fidelis, do 9º Distrito de Meteorologia.

Segundo Fidelis, até sexta-feira (4), a Capital não deverá contar com chuva e a temperatura deve se manter em torno dos 40ºC.

"A previsão é de tempo firme, sem chuva e com umidade baixa", alertou.

Com a umidade relativa em nível considerado de estado de emergência (abaixo de 12%) - porcentagem encontrada em áreas de deserto -, é comum o aumento de problemas respiratórios, razão pela qual os especialistas fazem um alerta à população.

Segundo a presidente da Sociedade de Pneumologia de Mato Grosso , Ayrdes Pivetta, é necessário redobrar os cuidados, mantendo uma boa hidratação e alimentação saudável.

“Antes de qualquer coisa, é muito importante a pessoa se hidratar, tomar bastante líquido e ter uma alimentação saudável”, afirmou.

Conforme a médica, nesta época do ano, a prática de atividades físicas sem controle pode ocasionar problemas graves de saúde, como forte desidratação. 

"A pessoa deve fazer os exercícios em horários em que a umidade não esteja tão baixa, evitando o período entre 12h e 18h em ambientes externos, devido a poluição do ar", disse. 

Segundo Ayrdes Pivetta, com a queda da umidade, existem duas preocupações principais para a saúde. Além do ar poluído, as vias aéreas ficam mais ressecadas, o que favorece a intensificação de problemas respiratórios.

“Com toda esta poluição, os cílios das narinas, que são responsáveis por filtrar o ar, passam a ter mais dificuldade para trabalhar, tendo uma dificuldade enorme de se defender. Isso deixa as vias respiratórias inflamadas e desidratadas devido a qualidade ruim do ar, podendo haver sangramento nasal ou gripes, viroses e até mesmo sinusites”, alertou.

Segundo a médica, os mais prejudicados com esse clima são idosos, crianças e pessoas que já sofrem de problemas respiratórios.

“Quem já tem doença respiratória, idosos, crianças e fumantes, normalmente, são os que mais sofrem com o clima desse jeito e a situação tende a piorar", disse.

“Para as pessoas que sofrem de problemas cardíacos, por exemplo, [esse clima] pode até mesmo precipitar uma arritmia cardíaca devido aos gases produzidos e à quantidade de fumaça em determinados locais”, afirmou.

Cuidados necessários

Algumas atitudes simples em casa ajudam a diminuir os transtornos, segundo a especialista, como o uso de umidificadores, toalhas úmidas ou até mesmo bacias de bocas grandes. 

“Quem tem umidificador pode colocá-lo dentro do quarto, que é o local onde a pessoa passa mais tempo”, orientou.

"Quem não tem, pode se aproveitar de algumas dicas simples, como a utilização de panos úmidos para a limpeza, evitando as vassouras, e a colocação de bacias com água em cada canto da casa e toalhas úmidas no quarto", completou.

A médica também afirmou que há outras substâncias que auxiliam na hidratação e que podem ser compradas em farmácias, como soro isotônico, que hidrata evita o sangramento nasal e diminui o processo inflamatório.

Umidade relativa do ar

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a umidade relativa do ar deve variar, em níveis ideais, de 30 a 60%. 

Conforme a OMS, a partir de 30%, já pode ser considerado estado de atenção. Abaixo dos 20% é considerado estado de alerta e abaixo dos 12%, estado de emergência

 

 

Jad Laranjeira 

Da Redação

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