04/09/2015 - Professores decidem manter greve geral

A greve dos professores e técnicos da rede municipal de Cuiabá continua. Em assembleia geral realizada na tarde desta terça-feira (3), a categoria rejeitou a proposta apresentada pela Secretaria Municipal de Educação.

A decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso de declarar a paralisação ilegal não o Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sintep/Subsede Cuiabá), afirma o presidente da entidade, João Custódio Silva. “Para nós sindicalistas toda greve é legal”.

A pauta de reivindicação inclui reajuste de 12,4%, concurso público, reforma das unidades educacionais, revisão da lei orgânica, publicações de processos (aposentadoria, licença prêmio) e elevação de nível (qualificação dos profissionais).

Em contraproposta, a Prefeitura propôs aumento de 9,31% a título de reposição inflacionária e ganho real a partir de janeiro de 2016 de 2,30%; concurso público com divulgação do edital para 3.394 vagas em setembro e as demais reivindicações segundo calendário já elaborado pela Secretaria.

Com a rejeição da proposta apresentada, as negociações voltam à estaca zero. Professores e técnicos da educação cobram, além do reajuste salarial, a reforma das escolas e creches.

A professora Elijane Lopes, da Escola Municipal de Ensino Básico Celina Fialho Bezerra no bairro Altos da Serra, destaca que o município precisa investir em infraestrutura e melhores condições de trabalho. “Nossa escola sofre por ser de periferia e não consta na lista de reforma apresentada pela Secretaria. Cada sala tem apenas dois ventiladores que não funcionam direito e os alunos passam o tempo sala de aula se abanando". 

Nesta sexta-feira (4), o sindicato irá se reunir as 7h30 para reformular a pauta de reivindicações e também organizar um cronograma de visita nas escolas e creches municipais em busca de novas adesões ao movimento.

Segundo Custódio, 65% das escolas e creches de Cuiabá estão paralisadas. “Em algumas unidades a greve é parcial. Em outras, a adesão varia como é o caso da Escola Professora Maria Dimpina Lobo Duarte que tem apenas um professor em greve". 

Na próxima terça-feira (8), os profissionais programam uma manifestação a partir das 15 horas na Praça Alencastro.

 

 

Jéssica Moreira, especial para o GD

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