04/12/2015 - Condenado professor por assédio sexual de alunos em cidade de MT

O advogado e professor da rede pública estadual da cidade de Araputanga (345 km a oeste de Cuiabá), Marcelo Porrua, condenado por abuso sexual contra alunos, sofreu ainda ato de improbidade administrativa, segundo informou o Ministério Público do Estado (MPE). 

Segundo o MPE, Porrua acumula 3 condenações, duas por assédio sexual e uma por improbidade. Na última sentença, proferida em 30 de novembro deste ano, condenou o professor a 13 anos e 6 meses de reclusão, inicialmente em regime fechado, por estupro de vulnerável, contra menor de 14 anos. Além disso, ele teve os direitos políticos suspensos por 5 anos e pagará multa civil. 

Na ação civil pública, a Promotoria de Justiça da cidade, alegou que o professor, aproveitando-se do cargo, assediava e chegou a constranger 3 alunos, e os intimidava com intuito de alcançar vantagem ou favorecimento sexual.

Em um dos casos, no ano de 2010, na Escola Estadual Nossa Senhora de Fátima, o professor praticou ato libidinoso com um adolescente de 14 anos. Conselheiros tutelares, disseram em depoimento que receberam várias denúncias de estudantes que se sentiram vítimas de exploração sexual por parte do professor. 

“Aproveitando-se não somente da relação ascendência, como também da vulnerabilidade da vítima, o professor aproximou do aluno que estava sentado em sua carteira escolar, agachou ao seu lado e, sob o pretexto de que corrigia os exercícios executados, passou a esfregar o seu cotovelo no pênis do menor em movimentos repetitivos”, diz trecho da ação.

Ainda conforme consta na ação, o ex-educador ofereceu R$ 200,00 para que um aluno consentisse com a prática de sexo oral, na casa dele, ao convidá-lo para assistir filmes. Sentença condenatória foi proferida pelo juiz Arom Olímpio Pereira, que destacou situação de constrangimento para com os alunos e condução inidôneo do professor. 

Em dezembro de 2011, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), nstaurou procedimento administrativo contra o professor, justamente porque haviam várias notícias no sentido de que o servidor público assediava os seus alunos menores de idade e do mesmo sexo. 

 

 

Izabel Barrizon, repórter do GD

Comentários

Nenhum comentário encontrado.

Novo comentário