05/02/2011 - 12h:23 Comerciantes e camelos disputam espaço na avenida principal de Confresa

Com poucas exceções a avenida principal é o metro quadrado mais caro de uma cidade, disputado acirradamente por comerciantes, prestadores de serviços, empresários e em Confresa nessa disputa também se podem incluir ambulantes e camelos.

Há cerca de cinco anos a prefeitura municipal assistiu pacificamente alguns lotes públicos próximos a bancos e grandes lojas serem invadidos por ambulantes, que montaram estandes para venda de roupas e lanchonetes, hoje o espaço no coração da cidade é reivindicado pelo executivo, criticado por investidores e condenado por quem quer uma imagem mais limpa do centro de Confresa.

Os famosos quiosques do “campo Camilão” foram no início, pontos de encontro de jovens nos fins de semana, lugar apontado por alguns como agradável para uma conversa de amigos, mas que com o tempo foi se transformando em “bares de cachaça”, substituindo seu público por pessoas que desejam se embriagar consumir drogas e se prostituir até mesmo em dias de semana.

Esse problema tem se acirrado ainda mais com o crescimento populacional e econômico da cidade nos últimos anos, um exemplo que a reportagem testemunhou esta semana foi que um advogado que chegou para montar um escritório na cidade não encontrou sala disponível na avenida, mas na mesma semana mais um galpão foi aberto por um camelo na quadra de mais movimento da Centro Oeste.

Procuramos os vendedores dos quiosques e soubemos por eles que circulam informações, não confirmadas, de que brevemente uma ordem judicial vai solicitar a desocupação da área, ao contrario do que de praxe imaginamos, todos os entrevistados se diziam dispostos a sair, desde que não seja a força.

“Aqui é o melhor ponto para a gente, mas se tivermos que sair não podemos fazer nada, desde que a prefeitura nos ofereça outro lugar, não isolado, para que possamos vender nossos produtos”, disse uma vendedora que esta a três anos vendendo roupas no local e pediu para não ser identificada.

Outro comerciante disse que o lucro com a vendas no local é a única fonte de sua família, e que como o poder público pode solicitar a área, por isso é preciso que os ambulantes se organizem e criem uma associação capaz de administrar uma feira, como já aconteceu em muitas capitais, com os chamados Shoppings Populares. 

Para Ronaldo Lima, vice-presidente da ACEC (Associação Comercial e Empresarial de Confresa) os ambulantes e camelos da “principal” trazem muitos prejuízos para os comerciantes, pois não pagam impostos, não registram carteira de trabalho dos funcionários e isso faz com que seus custos fiquem mais baixos podendo vender produtos mais baratos atraindo clientes e prejudicando os legalizados.

Mas ele destaca também que eles não são os únicos errados: “Da mesma maneira que eles estão errados, a prefeitura também esta porque permitiu que isso acontecesse”, declarou o vice-presidente.

Que defende a construção de um novo espaço para esses vendedores como contrapartida da sua retirada do centro, Ronaldo ressalta que todos têm seus clientes e todos podem ser comerciantes desde que cumpram as exigências legais.

“O que não pode acontecer é investidores pagarem de um salário até R$3 mil de aluguel na Avenida Centro Oeste, enquanto outros simplesmente invadem e usufruem de espaços públicos, sem custos nenhum”, finalizou Ronaldo Lima.

Tentamos contato com a prefeitura nos últimos dias, mas não obtivemos resposta a tempo do fechamento desta matéria, mas na próxima semana o Agência da Notícia vai procurar o executivo municipal para saber sua posição sobre esse tema. 


Fonte:Agência da Notícia com Leandro Trindade